Porque todo dia a gente aprende uma coisa nova
Algumas dicas para alguém que , como eu, precisa usar um notebook no trabalho diário:
Não sei se ajudei ou atrapalhei, mas são coisas que eu notei no meu uso diário e venho seguindo. Se vocês tiverem mais dicas, podemos compartilhar aqui.
Ontem fui mesário nas eleições municipais de São Paulo. É meu quinto ano, e segundo como presidente de seção. Nada demais, apenas uns afazeres que requerem mais atenção e o fato de ser o primeiro a chegar e o último a sair. Seria mais tortuoso se a minha turma da seção não fosse tão divertida como é.
Minha seção é no palco do teatro do colégio onde estudei. O que torna as coisas ainda mais tranquilas, pois o caminho para o teatro é bem afastado das entradas das salas de aula. Ontem nem fila teve, apenas uns picos de duas a três pessoas esperando sua vez. Foi muito sussa.
O velho tíquete subiu pra 15 reais. Pouco, mas dá pra almoçar bem.
Nesse ano muita gente errou a ordem dos votos. Era comum as pessoas digitarem primeiro o voto para prefeito, quando na verdade o primeiro era para vereador. Aí saíam decepcionadas por terem errado. E não podemos voltar atrás no sistema, uma vez que votou já está computado e não pode votar de novo. Fiquei pensando o porquê disso. Deve ter faltado alguma campanha de orientação do TSE, coisa do tipo…
O que sempre me toca são os idosos. Velhinhos que já não tem obrigação nenhuma de votar (pessoas com mais de 70 anos estão isentas) chegam lá cedo, fazem fila e com um sorriso no rosto nos entregam o título de eleitor. “É uma obrigação de todos”, disse um senhor. Não é um nem dois velhinhos, são vários. Outras seções também tem um movimento grande de idosos, simpáticos e conversadores. Alguns demoram um pouco, outros são bem ágeis.
Também tem os reclamões. Uma das frases mais
ouvidas era: “Ah, tem que vir votar mesmo, né?”. Outra bem ouvida:
“Qualquer um deles é ladrão mesmo”. O habitual. A grande sensação que tenho é de que nenhum cidadão (com exceção daqueles velhinhos) tem plena consciência da importância de um voto. Posso resumir em uma frase o consciente coletivo:
“Nunca vou mudar o mundo através de um voto, isso é impossível”
Sim, os eleitores têm todo o motivo do mundo para ter descaso,
traumatizados que estão com os resultados anteriores. Mas é assim
mesmo: temos apenas 20 e poucos anos de democracia no país. É errando
que se aprende. Pena que um país que tinha tudo para decidir seu futuro nas urnas acaba rendido a uma cultura do descaso com o voto. A cultura não favorece o sistema moderno que temos.
Ou seja: temos muito a aprender com os velhinhos.
Eu trabalho nessas eleições como presidente de seção. Não é a coisa mais prazeirosa do mundo, mas tem lá sua diversão, já que a galera que trabalha comigo é muito divertida.
E confesso que enquanto trabalhar ainda vou pensar nos meus candidatos. Ainda não escolhi meu voto.
Muito porque o efeito “maisdomesmo” me impregna, e nada me empolgou até agora. Nem mesmo a Soninha, que merece meu respeito, mas ainda precisa de um tempo pra assumir uma bronca dessas.
Acho que pra próxima eleição é preciso repensar o modelo atual de debate. Não sei bem o porquê, mas sinto que o formato atual engessa a exposição de coisas mais interessantes. Só proporciona o confronto direto de verborragias, sem idéias.
E sobre a Marta e seu “Wi-Fi de graça”? A melhor do ano. Se a gente conectar nela, vai abrir essa página aqui na mesma hora!
PS: Volto quando me sentir interessante.
PS2: O Som no Blog ressucitou!
Tenho acompanhado a campanha política do Barack Obama com menos afinco do que gostaria, por causa do trabalho. Mas o pouco que tenho visto me deixa preocupado (no bom sentido) em saber o que será da propaganda política depois dele.
Já é fato que a sua ação em redes sociais para mobilização de eleitores é um sucesso. Isso vai dar-lhe a Casa Branca? Não se sabe. Mas o case está aí, inclusive dissecado na Technology Review desse mês.
Duas coisas pra se pensar:
1 - a mobilização que Obama conseguiu a seu favor fará a diferença em um país claramente dividido, como aconteceu com George W. Bush e John Kerry em 2004? E com eleitores de Hillary ainda ressentidos depois das exaustivas prévias democratas?
2 - o nome de Joe Biden não é infeliz do ponto de vista de associação? Junte Barack com Joe e você terá… OBAMA-BIDEN. Quase OSAMA BIN LADEN. Ridículo e tal, mas pararam pra pensar? Me admira a galera do McCain não ter usado isso ainda na campanha…
Nós temos muito com o que nos preocupar aqui com nossas eleições municipais, mas acompanhar Obama e sua trajetória é interessante.
Na verdade, de um smartphone.
Sempre pensei nessa possibilidade, mas meu smartphone com Windows Mobile é limitado em aplicativos para isso. E os que existem não são bons. Por enquanto estou testando o Diarist, um app para Windows Mobile. Este post, por exemplo, eu acabei de escrever diretamente do meu HTC Touch, entre uma estação de metrô e outra. Com o tempo e a ajuda de uma stylus, dá pra escrever o suficiente. Isso é o mais “móvel” que consegui chegar pra publicar um post enquanto ele ainda está na minha cabeça. E o que deu pra escrever entre 4 estações.se isso der certo muita coisa vai mudar…
Eu sou Anderson Costa, jornalista, profissional de internet e blogueiro. Gosto de ir além das 'letras'. Exploro interatividade, tendências, novas ferramentas e linguagens do marketing multimídia.
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