A vida com um notebook [em outubro]

26 Oct 2008 Sobre tecnologia, trabalho

Note com Vision Skin

Algumas dicas para alguém que , como eu, precisa usar um notebook no trabalho diário:

  • não use a bateria conectada no notebook se ele passa boa parte do tempo na tomada. Se o note ficar na tomada por muito tempo, retire a bateria. Isso porque se bateria e tomada estão juntas, a energia recarrega constantemente a bateria, o que diminui a vida útil dela.
  • se for usar a bateria somente, gaste-a até ela pedir água e aí sim recarregue. novamente, em prol da vida longa da bateria.
  • depois de um tempo, os notebooks costumam esquentar demais. comprar uma base com cooler é um bom investimento, pois ele esfria o aparelho e evita superaquecimento. eu comprei um da CoolerMaster e pra mim funciona bem, mas não é algo móvel. É um acessório para deixar no lugar onde você mais usa o note parado.
  • se você usa o Vista, vale economizar alguns recursos da máquina para melhor rendimento, como a Sidebar e a interface Aero. Isso é chato, reconheço, mas ajuda um bocado na performance. Outra ação é dar uma olhada neste post do WinAjuda e ver o que mais ainda dá pra fazer.
  • o wi-fi é sensacional para mover o notebook pra cima e pra baixo, mas um ponto de rede também ajuda. Mas isso é somente se você usa ele muito tempo parado em um lugar: desligue o radio wi-fi e mantenha ele ligado por um cabo. Além da performance de rede aumentar, economiza energia.
  • se for usar ele na sala ou no quarto, evite usá-lo no sofá ou na cama ou em alguma superfície macia, porque os panos podem evitar a saída de ar do notebook e acelerar o aquecimento da máquina, levando até a um curto-circuito.
  • ao usar o note só com a bateria, evite as multitarefas. Abrir uma planilha de Excel e o Firefox enquanto você ouve MP3 no iTunes só vai acelerar o consumo de energia. Se possível, faça uma coisa de cada vez.
  • ao sair para almoçar ou ir para uma reunião, em vez de desligar o note simplesmente use a opção “hibernar”. Ela é mais demorada para reiniciar, mas desliga a máquina com uma “foto”do sistema como estava, economizando recursos.

 

Não sei se ajudei ou atrapalhei, mas são coisas que eu notei no meu uso diário e venho seguindo. Se vocês tiverem mais dicas, podemos compartilhar aqui.



Quando a cultura não favorece o sistema

6 Oct 2008 Sobre sociedade

Ontem fui mesário nas eleições municipais de São Paulo. É meu quinto ano, e segundo como presidente de seção. Nada demais, apenas uns afazeres que requerem mais atenção e o fato de ser o primeiro a chegar e o último a sair. Seria mais tortuoso se a minha turma da seção não fosse tão divertida como é.

Minha seção é no palco do teatro do colégio onde estudei. O que torna as coisas ainda mais tranquilas, pois o caminho para o teatro é bem afastado das entradas das salas de aula. Ontem nem fila teve, apenas uns picos de duas a três pessoas esperando sua vez. Foi muito sussa.

O velho tíquete subiu pra 15 reais. Pouco, mas dá pra almoçar bem.

Nesse ano muita gente errou a ordem dos votos. Era comum as pessoas digitarem primeiro o voto para prefeito, quando na verdade o primeiro era para vereador. Aí saíam decepcionadas por terem errado. E não podemos voltar atrás no sistema, uma vez que votou já está computado e não pode votar de novo. Fiquei pensando o porquê disso. Deve ter faltado alguma campanha de orientação do TSE, coisa do tipo…

O que sempre me toca são os idosos. Velhinhos que já não tem obrigação nenhuma de votar (pessoas com mais de 70 anos estão isentas) chegam lá cedo, fazem fila e com um sorriso no rosto nos entregam o título de eleitor. “É uma obrigação de todos”, disse um senhor. Não é um nem dois velhinhos, são vários. Outras seções também tem um movimento grande de idosos, simpáticos e conversadores. Alguns demoram um pouco, outros são bem ágeis.

Também tem os reclamões. Uma das frases mais
ouvidas era: “Ah, tem que vir votar mesmo, né?”. Outra bem ouvida:
“Qualquer um deles é ladrão mesmo”. O habitual. A grande sensação que tenho é de que nenhum cidadão (com exceção daqueles velhinhos) tem plena consciência da importância de um voto. Posso resumir em uma frase o consciente coletivo:

“Nunca vou mudar o mundo através de um voto, isso é impossível”

Sim, os eleitores têm todo o motivo do mundo para ter descaso,
traumatizados que estão com os resultados anteriores. Mas é assim
mesmo: temos apenas 20 e poucos anos de democracia no país. É errando
que se aprende. Pena que um país que tinha tudo para decidir seu futuro nas urnas acaba rendido a uma cultura do descaso com o voto. A cultura não favorece o sistema moderno que temos.

Ou seja: temos muito a aprender com os velhinhos.



Um show de democracia

29 Sep 2008 Sobre sociedade

Eu trabalho nessas eleições como presidente de seção. Não é a coisa mais prazeirosa do mundo, mas tem lá sua diversão, já que a galera que trabalha comigo é muito divertida.

E confesso que enquanto trabalhar ainda vou pensar nos meus candidatos. Ainda não escolhi meu voto.

Muito porque o efeito “maisdomesmo” me impregna, e nada me empolgou até agora. Nem mesmo a Soninha, que merece meu respeito, mas ainda precisa de um tempo pra assumir uma bronca dessas.

Acho que pra próxima eleição é preciso repensar o modelo atual de debate. Não sei bem o porquê, mas sinto que o formato atual engessa a exposição de coisas mais interessantes. Só proporciona o confronto direto de verborragias, sem idéias.

E sobre a Marta e seu “Wi-Fi de graça”? A melhor do ano. Se a gente conectar nela, vai abrir essa página aqui na mesma hora!

PS: Volto quando me sentir interessante.

PS2: O Som no Blog ressucitou!



Obama is watching you

27 Aug 2008 Sobre cidadania, social media

Tenho acompanhado a campanha política do Barack Obama com menos afinco do que gostaria, por causa do trabalho. Mas o pouco que tenho visto me deixa preocupado (no bom sentido) em saber o que será da propaganda política depois dele.

Já é fato que a sua ação em redes sociais para mobilização de eleitores é um sucesso. Isso vai dar-lhe a Casa Branca? Não se sabe. Mas o case está aí, inclusive dissecado na Technology Review desse mês.

Duas coisas pra se pensar:

1 - a mobilização que Obama conseguiu a seu favor fará a diferença em um país claramente dividido, como aconteceu com George W. Bush e John Kerry em 2004? E com eleitores de Hillary ainda ressentidos depois das exaustivas prévias democratas?

2 - o nome de Joe Biden não é infeliz do ponto de vista de associação? Junte Barack com Joe e você terá… OBAMA-BIDEN. Quase OSAMA BIN LADEN. Ridículo e tal, mas pararam pra pensar? Me admira a galera do McCain não ter usado isso ainda na campanha…

Nós temos muito com o que nos preocupar aqui com nossas eleições municipais, mas acompanhar Obama e sua trajetória é interessante.



Na verdade, de um smartphone.

Sempre pensei nessa possibilidade, mas meu smartphone com Windows Mobile é limitado em aplicativos para isso. E os que existem não são bons.

Por enquanto estou testando o Diarist, um app para Windows Mobile. Este post, por exemplo, eu acabei de escrever diretamente do meu HTC Touch, entre uma estação de metrô e outra. Com o tempo e a ajuda de uma stylus, dá pra escrever o suficiente.

Isso é o mais “móvel” que consegui chegar pra publicar um post enquanto ele ainda está na minha cabeça.

E o que deu pra escrever entre 4 estações.

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testando como blogar do celular

6 Aug 2008 Sobre via celular

se isso der certo muita coisa vai mudar…



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