testando como blogar do celular

6 Aug 2008 Sobre via celular

se isso der certo muita coisa vai mudar…



Um pouquinho vira um poucão

16 Jul 2008 Sobre cidadania, trabalho

Um post rápido pra divulgar uma ação bacana aqui da casa.

A galera do nosso departamento comercial começou a arrecadar, no mês passado, doações para ajudar uma Casa de Apoio à Crianças Carentes com Câncer, a Casa Ninho. A Adriana, uma das gerentes da área, já contribui para a Casa há algum tempo.

Em alguns dias eles anunciaram aqui na empresa e entre amigos que estavam arrecadando essas doações. Esperava-se um valor mínimo para ajudar o pessoal da Casa Ninho, mas as doações foram aumentando e em pouco tempo, entre alguns alimentos, roupas e sapatos, o valor arrecadado serviu para comprar mais de 1000 fraldas descartáveis dos tamanhos mais utilizados pelas crianças da Casa.

Infelizmente na hora da entrega eles não puderam tirar fotos, mas a visita foi muito legal.

Achei legal essa história de como se espera um pouquinho das pessoas e na verdade se tem um poucão. Fica aí a dica para você replicar esse tipo de ação na sua empresa, na sua casa, na sua comunidade. Você também pode se surpreender. E sinceramente, espero que isso aconteca como aconteceu aqui.



Tá sem emprego? Faça um site!

14 Jun 2008 Sobre sociedade, trabalho

Calma, aqui anda tudo bem. A correria na editora está legal. Conheci muita gente dentro e fora da empresa, e a missão de mudar a parte online deles parece mais perto da realidade. Aguarde e confie.

Na verdade eu vou falar de um causo que me ocorreu na quinta-feira. Entre uma reunião e outra, peguei um ônibus na região da Paulista. Estava eu viajando nos pensamentos quando subiu um daqueles tiozinhos vendedores de balas. Geralmente eu só compro quando eu estou muito afins do que eles vendem. Eu não queria chicletes, por isso nem aceitei segurar as embalagens enquanto ele falava. Voltei pra minha viagem.

Enquanto isso, ele dava seu discurso habitual, o famoso “3 por 1 real”, agradecendo a atenção dispensada e tal… Até que ele conseguiu me chamar a atenção quando falou do seu… site. Sim, ele tinha site.

No começo achei que era alguma ação de marketing de guerrilha. Aquela velha discrença. Mas ao visitar o site do tiozinho, conheci a história do seu Neto Amparo, alguém que se fodeu muito na vida. Perdeu emprego, casa, e quase a família. Foi a venda de chocolates e balas em ônibus que o tirou da miséria. E aí ele montou o site para reunir essas pessoas sem emprego como ele e aproximá-las das vagas em empresas.

Fora o site de empregos, ele também presta serviços de manutenção.

Fora tudo isso, ele ainda quer montar uma TV online. Ou seja, 3 sites pra um cara só, que sua nos pontos de ônibus vendendo seus chocolates.

Me peguei rindo sozinho antes de seu Neto descer, e arrependido de não ter conversado mais com ele, entender como ele fez e como cuida do site. Mais uma coisa que eu poderia ter feito na vida. Mas vou tentar contatá-lo por email e, quem sabe, entrevistá-lo.

Engraçado, né? Procuramos tantas iniciativas de inclusão digital realmente válidas por aí, e as coisas acontecem bem debaixo da gente. Na verdade, do lado, perto da catraca do ônibus.



Vamos ao famoso post ‘pagerank’ pra falar do Encontro de Blogueiros Publicitários. Hoje não atuo nessa área, mas Já trabalhei muito com isso no Real.

  • A organização estava boa, com patrocínio e um espaço muito agradável. Agradecimentos ao Gabriel Jacob, Bruno Delfino e Guilherme Cury que mandaram bem.
  • Novamente eu fiquei perdido pra achar tanto avatar em meio à galera, mas consegui conhecer twitteiros que eu só ’seguia’ e gente nova também.
  • Curti muito a palestra do Jean Boechat. Acho que caras como ele, o René de Paula, etc. tem mais é que falar pra essa galera nova de internet tudo que eles já passaram e o que aprenderam com isso. Jean foi nessa linha, e divertiu a galera com sua espotaneidade. Talvez a melhor palestra do evento, ou a história mais interessante.
  • Jeff Paiva falou de social media com o status que lhe convém, e mostrou vários cases bacanas da Agência Click. A galera torceu o nariz quando se falou em Second Life, e mesmo Jeff reconhece que aquele universo não tem mais sentido comercialmente, apenas serve para experiências virtuais.
  • O concurso para melhor imitador do Silvio Santos foi… um empate técnico? Nada. Ziggy, Yassuda e Juliana mandaram bem, cada um do seu jeito.
  • Wagner Martins, o Mr. Manson, debateu intensamente os limites e preceitos do marketing de guerrilha e como eles são praticados onde ele trabalha, na Espalhe. As pessoas estavam bem preocupadas com os limites legais e éticos de algumas ações. Foi bacana, pena que a intensidade da apresentação ficou só nisso.
  • Bruno Divetta, além de ser gente finíssima, é Zona Norte!!! \o/
  • Tivemos o primeiro Nerds on Beer patrocinado da história, graças à Bavaria! Porém, o bar escolhido (um tal de Pier 1327) nos expulsou logo que acabaram as Bavarias! E deu como justificativa o nosso barulho. Ora, um cara que espera mais de 60 pessoas no seu bar espera o quê? Silêncio? Caiu no meu conceito esse lugar.
  • A expulsão não me impediu de bater um ótimo papo com Fernando Cury, Kakah e Eduardo Hoffman.
  • Pra finalizar, é legal notar que eventos como esses, pelo menos ultimamente, tem mais pessoas se auto-promovendo do que observando, aprendendo e interagindo com o tema principal. Esse EBP trouxe o contrário, os debates foram bacanas e a maioria da galera presente era realmente de interessados, sejam blogueiros ou publicitários.



A comunidade dos Sem-Twitter

1 Jun 2008 Sobre social media

Nesses últimos dias assistimos uma queda gradativa da estabilidade do Twitter, serviço de microblogs americano. Boa parte da comunidade brasileira que usa a ferramenta já começou a migração para o Jaiku,  concorrente do Twitter e mais uma aquisição do Google. A outra prefere ficar e ver o que acontece, bem no ritmo dos músicos do Titanic.

Lá fora a visão disso é como os donos do Twitter estão conduzindo essas quedas constantes. Robert Scoble, vídeo-repórter da FastCompany.TV, conseguiu falar com Evan Williams e Biz Stone, que durante esse tempo soltaram declarações culpando a escalabilidade da ferramenta pela baixa performance. Ou seja, os usuários vindo e aumentando a comunidade é prejudicial para a saúde do Twitter.

Na verdade não era bem isso, o que Scoble conseguiu esclarecer com os caras e serviu pra acalmar os ânimos do mercado e da comunidade de twitteiros.

Eu acho o minimalismo do Twitter o máximo. Reconheço que usar um serviço inconstante não é mole. Mas no Brasil o Twitter pegou forte entre a comunidade de desenvolvedores e o ‘povo da web’, mesmo com noves fora a ego trippin. Fica ruim quando uma comunidade se forma ao redor de algo e, de repente, ela não tem mais onde se reunir. Quer dizer, até tem, mas não com a simplicidade tão ‘roots’ que o passarinho azul nos dá.

Se fosse mesmo para trocar, eu trocaria pelo Tumblr. Inclusive já configurei o meu para virar um mini-lifestream, com alguns dos meus shareds por aí.

Mas eu prefiro esperar. Veremos os próximos rounds. O status da ferramenta pode ser acompanhado neste blog, ou neste link toscamente simples: www.istwitterdown.com.

E torçamos pela saúde do Twitter.



Meus 2 cents sobre o Caso Isabella

25 May 2008 Sobre cidadania, sociedade, tv

Faz tempo que não escrevo. Eu sei, vergonha alheia. O trabalho novo é muuuito mais corrido do que eu pensava. Mas sabe o que é pior? Eu tô gostando!

Fiquei um tanto apático com o caso Isabella. Creio que a divulgação excessiva da mídia tirou o senso de justiça do assunto e o transformou em senso de justiceiro. Claro que é um crime gravíssimo, como há tempo não víamos… na TV, pois nas comunidades carentes e de baixa renda a mortalidade continua alta, com casos cada vez mais alarmantes.

Poizé: pra mim o caso só ganhou a exposição que teve por que a pequena Isabella é uma menina de classe média, bonita, bem tratada. E isso não foi um julgamento do público, mas sim da mídia, que desceu lenha abaixo a questão querendo o sangue dos pais, até agora únicos suspeitos do crime e já detidos.

Isso reforça uma teoria que eu tenho: não mexa com a classe média. Toda vez que alguém tentou isso aqui no Brasil se ferrou muito. Vejam o caso da ditadura dos anos 60/70. Na minha opinião, a coisa só ganhou apoio da opinião pública quando os corpos dos filhos dos senhores de classe média começaram a sumir nos necrotérios.

Polêmico, eu sei. Também fiquei meio assim pra continuar o texto…



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