Algumas constatações sobre o futuro do jornalismo

  • Uns dias atrás eu vi um artigo do Michael Wolff onde ele relata a dificuldade que tem em lidar com tecnólogos. E levanta a bola de qual a força real que vai medir a relevância das notícias para o grande público: os critérios jornalísticos ou os algoritmos de um sistema de publicação?
  • Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, está pensando num modelo que redefina o jornalismo para o século 21. E parte de vários raciocínios, incluindo este: baseado nos novos anseios dos leitores e requisitos tecnológicos, subverter a pirâmide invertida do jornalismo atual e convertê-la em um… diamante. Fiz uma livre tradução, conforme abaixo:
O diagrama de Paul Bradshaw
  • Como bem abordou o Alexandre Fugita, a própria cobertura do InterCon 2007 mostrou como o jornalismo caminha para o mundo mobile. O Twitter foi o destaque principal, centralizando os updates e obrigando os bloggers a se virar nos 30 com os smartphones, notebooks e celulares. Haja conta de celular no fim do mês… mas no final dá muito certo.
  • Ainda sobre mundo mobile, a agência de notícias Reuters já tem seu braço de jornalismo móvel, e com direito a kit especial para o jornalista, incluindo um Nokia N95, carregador de baterias e teclado bluetooth.
  • Partindo pra modelo de negócio, a Paste Magazine vai testar um novo modelo de assinatura, no estilo “quer pagar quanto?” adotado pelo Radiohead na venda de seu novo álbum pela internet. Só não pode ser menos de 1 dólar.
  • A cobertura dos incêndios fora de controle na Califórnia (EUA) já está completamente online. No blog do Mark Glaser estão alguns links interessantes de Twitters, Flickrs, blogs, vídeos e até mash-ups com Google Maps para mostrar as áreas atingidas. Tudo muito rápido.

O que eu acho disso tudo?

Não tenho uma opinião formada ainda, estou como vocês: observando o horizonte.