Porque todo dia a gente aprende uma coisa nova

Se eu me arrisco a prever uma tendência de 2008? Sim, e ela se chama gratuidade.
Hoje já temos uma boa gama de serviços grátis na internet, e muitos deles transcederam barreiras antes não imagináveis, como os softwares online. Estamos aprendendo a conviver com modelos econômicos diferentes, baseados na doação, na troca e na reputação de marcas e mercadorias. Isso vai bombar ainda mais em 2008 e virar tema de discussão forte com o lançamento do próximo livro de Chris Anderson, Free.
Chris Anderson é editor da revista americana Wired, e autor do bestseller A Cauda Longa, sobre a ascenção das economias de nicho. Este livro fez um barulho considerável nos últimos anos e praticamente todos os planos de negócio envolvendo web 2.0 citavam (ou se baseavam) nos conceitos do gráfico crescente de Anderson. Hoje, o conceito da Cauda Longa está mais do que disseminado no mercado. E creio que o mesmo acontecerá com o lançamento do ‘Free’: tendências serão ditadas de novo.
Tá bom, tendência é meio forçado, porque essa coisa da gratuidade já acontece há muito tempo. Mas como modelo de negócio ainda é pouco difundido. Creio que isso vai mudar depois do lançamento do livro de Chris Anderson, e será mais ou menos o efeito que A Cauda Longa teve: o conceito saiu da discussão casual para chegar aos modelos mais sólidos de negócio, e com alcance mais amplo.
Gosto desse conceito da gratuidade, mas é importante lembrar que nada nessa vida de graça (não, sem analogias e ditados populares). Tudo que é oferecido para você tem um custo. Quem paga por isso é que está por trás dos interesses. Produtos, serviços online, brindes, pacotes de viagem… existe um custo, mesmo que não financeiro por trás desses ‘mimos’ que ganhamos. Isso é antigo, o mercado de brindes já age assim. Agora a coisa se expande para produtos e serviços mais importantes e de maior valor monetários. Em 2008, acho que essa economia da gratuidade vai passar por uma transição de modelo de negócio restrito a uma pequena parcela do mercado a um modelo econômico mais sólido, sustentável (uma das maiores discussões sobre a gratuidade é como ela se auto-sustenta) e atrativo. Anderson vai dar as pistas no seu livro, com certeza.
Por isso, acho que esse novo modelo econômico tem tudo pra bombar em 2008 e finalizar essa transição. Bem mais do que em 2007.
Eu sou Anderson Costa, jornalista, profissional de internet e blogueiro. Gosto de ir além das 'letras'. Exploro interatividade, tendências, novas ferramentas e linguagens do marketing multimídia.
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