Hora de um post técnico, pra desenferrujar um pouco.

Eu sou um cara bem old school pra videogames. Não curto muito a geração nova, salvo alguns jogos. Passei a infância do lado de um Atari e a adolescência ao lado de Nintendinhos, Super Nintendos e Mega Drives. Adulto eu até joguei o Playstation 2, estava gostando, mas parei. Mas sempre acompanhei o mercado e os lançamentos. Jogar, mesmo, muito pouco. Sempre prezei mais a diversão do que os gráficos realistas. Não deixo de jogar um Halo de vez em quando, mas troco fácil por um Mario Kart.

Só recentemente voltei ao mundo dos games de maneiras mais prazeirosas: através do meu Nintendo DS adquirido no ano passado e do Xbox (modelo antigo) que pousa em casa.

Xbox antigo? sim, aquele velhão, anterior ao 360. Lembra dele? Tem um desses lá no meu quarto. E eu não troco por nada.

Sabe por que? Hoje, o Xbox antigo é extremamente customizável. Na mão de desenvolvedores, o aparelho velho virou um eficiente media center, com suporte a emulação de quase todas as plataformas anteriores a ele. Veja bem, o bold é necessário. Em só um videogame eu posso jogar Atari, Amiga, Commodore, Nintendo, Super Nintendo, Mega Drive, Master System, Game Boy, Neo Geo, Playstation e até jogos de fliperama! Ufa.

Como funciona? O Xbox deve estar destravado e com um HD instalado. No Mercado Livre não é difícil achar. Depois, instala-se o Media Center, que vai funcionar como o nome diz, gerenciando arquivos multimídia no seu Xbox ou qualquer micro ligado em rede. O sistema é poderoso: já vem com codecs para ler a maioria dos formatos de vídeo disponíveis através do drive de DVD do console, disco interno, rede local, USB e até internet. Também reproduz aúdio e exibe imagens, além de mostrar previsão do tempo, reproduzir SHOUTcasts, podcasts e servir como dashboard do console, iniciando outros aplicativos e jogos. Tudo controlado através do joystick do Xbox. Só não toca vídeos HDTV, porque o hardware não aguenta.

Em casa a configuração do bichinho está adicionada de um HD de 30GB. Que é o suficiente para armazenar vários fullsets (kits completos com as ROMs de todos os jogos já lançados) dos videogames. Esses sets você acha nos torrents da vida, procure por ‘fullset roms genesis’, por exemplo. E os emuladores você baixa do site XPort, de um desenvolvedor que infelizmente não toca mais o projeto, mas deixou o código-fonte dos emuladores aberto para qualquer um trabalhar em cima.

Aí é só transferir os programas através da dashboard. Fica algo parecido com as telas abaixo (gentilmente ‘chupinhadas’ do site Oitobits, que também ensina a instalar o Media Center).

Vocês não imaginam como é legal chegar em casa e escolher entre Super Mario 3, Sonic 2, River Raid, Marvel Super Heroes, Castlevania…

O ruim é que o Xbox só fica pra isso mesmo. A Microsoft já renovou o catálogo com o Xbox360, e não lança mais jogos novos para a plataforma antiga. Mesmo assim, se você achar um console desses por aí, recomendo a compra para manter uma estação de emulação old school em casa, fora as funcionalidades de media center. Por exemplo, eu baixo episódios de Lost e vejo logo depois na TV, pois o media center lê os arquivos em rede do meu PC. Não tem coisa melhor pra improvisar um Media Center no seu quarto.

Num outro dia eu comento minha experiência com o Nintendo DS.