Faz tempo que não escrevo. Eu sei, vergonha alheia. O trabalho novo é muuuito mais corrido do que eu pensava. Mas sabe o que é pior? Eu tô gostando!

Fiquei um tanto apático com o caso Isabella. Creio que a divulgação excessiva da mídia tirou o senso de justiça do assunto e o transformou em senso de justiceiro. Claro que é um crime gravíssimo, como há tempo não víamos… na TV, pois nas comunidades carentes e de baixa renda a mortalidade continua alta, com casos cada vez mais alarmantes.

Poizé: pra mim o caso só ganhou a exposição que teve por que a pequena Isabella é uma menina de classe média, bonita, bem tratada. E isso não foi um julgamento do público, mas sim da mídia, que desceu lenha abaixo a questão querendo o sangue dos pais, até agora únicos suspeitos do crime e já detidos.

Isso reforça uma teoria que eu tenho: não mexa com a classe média. Toda vez que alguém tentou isso aqui no Brasil se ferrou muito. Vejam o caso da ditadura dos anos 60/70. Na minha opinião, a coisa só ganhou apoio da opinião pública quando os corpos dos filhos dos senhores de classe média começaram a sumir nos necrotérios.

Polêmico, eu sei. Também fiquei meio assim pra continuar o texto…