01 February 2010 ~ 7 Comments

[coworking] dica 4: em casa também se trabalha

Espaços de coworking, apesar de poucos, já existem. Mas nem sempre todo mundo pode arcar com as despesas mensais de um espaço. Ainda mais quem está começando. Por isso muita gente monta seu home office. Aqui entre nós, do jeito que está caótico sair com qualquer meio de transporte em São Paulo, essa é a melhor idéia possível. Não digo nada se daqui a uns 2 anos acontecer uma “migração” de trabalhadores para home offices. Reduz os custos de ambas as partes: empregadores e empregado.

Eu trabalho como autônomo e apesar de usar alguns espaços de coworking preferi estabelecer minha casa como quartel-general. Mas quando comecei a imaginar como seria, veio um problema: Vou me casar no fim do ano e ainda moro com meus pais. E enquanto procuramos uma casa, teria que me virar por aqui mesmo, mas sem fazer grandes reformas ou buracos nas paredes. Seria o menos intrusivo possível. E assim comecei a imaginar o meu “puxadinho”, como carinhosamente o chamo aqui. Vejam aí como ele está hoje, que depois da foto eu detalho.

A mesa de trabalho | My home office

A primeira escolha óbvia foi NÃO trabalhar no quarto para evitar a sensação de que estou descansando ou de férias. E o quarto aqui em casa é um lugar muito quente, especialmente no verão. Então escolhi um lugar na sala, embaixo da escada (onde corre um vento bem agradável e não atrapalha a passagem), em frente a uma prateleira velha de madeira. Não chega a ser incômodo. Meus pais assistem TV, conversam, mas quando eu preciso focar no meu trabalho uso fones de ouvido. No quarto só ficou o roteador wireless, que agora trabalha como nunca.

Em seguida fui numa loja de móveis de escritório usados e comprei a mesa por R$ 150. Como ela é pequena, provavelmente vai com a gente na mudança. Ela ficou num tamanho bacana perto da prateleira, que serve como uma continuação de escrivaninha para mim, onde coloco livros, revistas e uns brinquedos.

Mas tinha ainda o problema da postura. Começou a ficar incômodo trabalhar com o notebook baixo e meu pescoço pra frente. Aquela corcunda que depois vira algo pior, sabe? Fiz mais algumas mudanças e o resultado é este:

A mesa, pronta | My home office

Decidi fixar meu velho laptop HP em terra-firme pois o peso do danado já incomodava minhas costas. Então comprei via Mercado Livre uma base XB3000, própria para os notebooks da HP, que funciona como expansão do note. Ela tem mais 6 hubs USB, onde fixo a impressora, o HD externo e o fone de ouvido quando preciso. Fora o hub para o sensor do mouse e teclado sem fio, que já vieram com a base. Com isso, o notebook virou um micro de mesa, bem razoável. E para sair, agora eu levo um netbook LG XL-120 que dá conta do recado. Os arquivos entre as máquinas são sincronizados via DropBox.

Ainda aproveitei a dica da Sam e deixei o porta-retrato do lado direito, para harmonizar com o Feng Shui. =D

Fios presos

Pra evitar furos na parede e também na mesa, comprei alguns ganchos adesivos da 3M, que comprei na Kalunga. Uns para pendurar as extensões e outros para juntar fios. Assim eu evito aquela macarronada de fios no chão e facilito a limpeza: é só mover a mesa que os fios vão junto.

Um update rápido: Também comprei velcros para enrolar os fios, graças a uma dica da amiga Juliana Garcia Sales.

Lógico que essa é a solução que resolveu o MEU problema. Se você lê este post e procura algo para home office, creio que cada caso é um caso. Um bom lugar para você se inspirar é o grupo do blog Lifehacker no Flickr, o Workspace Show and Tell. Pessoas do mundo inteiro postam fotos de seus home offices customizados e contam como fizeram tudo funcionar. Essas fotos estão lá também. Afinal, é compartilhando que se aprende.

E é isso. Agora trabalho em casa com um pouco mais de conforto. Mas nem tudo é lindo. Trabalhar em casa tem todos os infortúnios possíveis de uma casa: vizinhos, barulho de crianças em férias, vícios alimentares… Tem que ter muito autocontrole para não se deixar distrair. E um fone potente.

Um costume comum a quem trabalha em casa é perder a noção do tempo e do horário de trabalho. E aí o que era para ser feito de tarde só se conclui de madrugada, e por aí vai. Não fique na frente do computador o dia inteiro. Crie horários para ficar na frente da mesa, assim como teria se estivesse em uma empresa.

Lembrando que trabalhar em casa não é ficar em casa para sempre. Reuniões ainda existem. Networking ainda existe. Pratique.

7 Responses to “[coworking] dica 4: em casa também se trabalha”

  1. Juliana Garcia Sales 2 February 2010 at 12:04 am Permalink

    Adoro suas dicas de home office! Em breve, esse ano ainda, formalizarei o meu :D No momento meu home office é home entertainment office, assim não dá, né?

  2. Thiago Santa Rosa 2 February 2010 at 9:36 am Permalink

    Estou escrevendo o meu comentário enquanto trabalho de casa. E você está absolutamente certo no que diz sobre trabalhar de casa. Coworking deve ser feito sem esquecer dos parceiros que fazem o trabalho junto com você. Independente da categoria, seja autônomo ou contratado, o fundamental é manter o seu networking em dia. Não adianta ter conforto ao trabalhar de casa e se acomodar com esta situação. Isso é fato. Muito bom texto Anderson.

  3. Paulo Maia 2 February 2010 at 10:06 am Permalink

    Eu consegui montar um escritório em casa mas, sinceramente, não gosto de trabalhar em casa. Tem o lado bom, não pego transito, não perco tempo e etc.

    Por outro lado é muito solitário, você perde a noção de rotina, horários … horário flexível é bom, mas quando é para o bem … pode ser para o mal, volta e meia me vejo montando relatórios 1h da manhã.

    Acho que a solução é ter uma bancada em um espaço de co-working, tipo um Hub.

  4. Andréia 2 February 2010 at 5:49 pm Permalink

    Isso é verdade! Home office nos faz perder a noção do tempo. Quando não preciso acordar cedo, meia-noite ainda “é dia”, e ainda fico pesquisando pauta ou terminando alguma coisa.

    Tenho planos de montar uma redação pequenina e bacana, mas apenas quando tiver equipe. Por enquanto, dá para trabalhar tranquilamente do jeito que faço.

  5. Cadu de Castro Alves 4 July 2010 at 11:17 pm Permalink

    Olá, Anderson.

    Muito bom seu post sobre coworking vs. home office (HO).

    Sou proprietário do BeesOffice Espaço de Coworking, no Rio de Janeiro. Muita gente vê o coworking como concorrente do HO, o que eu não acredito que seja verdade.

    Minha experiência com HO se resume basicamente aos finais de semana, pois como eu era empregado de uma empresa, eu só tinha esses dias para me dedicar aos freelas ou projetos pessoais. Na verdade, isso ainda continua, pois não vou para o escritório nos finais de semana, mas com bem menos frequência.

    Eu vejo o coworking como uma solução para diversos problemas proporcionados pelo HO, como o isolamento, a difícil separação entre casa e trabalho (principalmente quando se tem filhos), dentre outros, e também como um trampolim para pequenos empresários que possam ter algum tipo de receio ou problema para abrir o próprio escritório.

    Quem trabalha com HO sabe que é necessário muita disciplina, organização e concentração para que tudo caminhe da melhor forma possível. Infelizmente, muitas pessoas não tem essas características, o que acaba gerando diversos problemas, como a perda de produtividade.

    Há ainda os empresários que possuem empresas bem estabelecidas, mas que trabalham em casa. Quando as empresas chegam nesse ponto, surge a necessidade de abrir o próprio escritório. Fatores como alto custo e burocracia são determinantes nesse ponto.

    Antes de conhecer o coworking, eu havia cogitado abrir meu próprio escritório. Descobri que o escritório que eu precisava me geraria um custo mensal de cerca de R$ 3000, custo esse que eu e meu sócio não teríamos como arcar. Além disso, para se alugar uma sala, é necessário fiador, pagar seguro fiança, o que dificulta ainda mais o processo e faz com que muita gente desista. Infelizmente.

    Imagine quantas empresas deixaram de crescer por esse motivo? É aí que o coworking TAMBÉM entra. Apesar de ser um espaço compartilhado, empresários que não necessitam de tanta privacidade e silêncio podem ter seu próprio espaço por um custo acessível. E o melhor: sem se preocupar em ter que administrar todos os custos (que sabemos que são muitos). Cá entre nós: tirar esse peso das costas contribui muito para o sucesso dos negócios, principalmente as startups.

    Existem outros ganhos importantes, como o aumento do networking, que possibilita o surgimento de oportunidades de negócios, a sustentabilidade, troca de conhecimento etc.

    Bom! Fica aqui minha opinião sobre o assunto.

    Abs e sucesso com o blog!

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