Enquanto escrevo este post, já passam das 0h do dia 9 de junho. Estou oficialmente com 30 anos segundo o meu RG. A namorada já ligou parabenizando e a família dorme. E eu aqui, blogando de novo depois de meses ausente enquanto vejo um show do U2 e bebo uma coca-cola gelada.
Na real, eu queria compartilhar o que sinto e o que penso no momento.
Eu realmente pensei que a crise dos 30 fosse me atacar. Todos meus amigos que já passaram por isso dizem que é uma crise foda, que a vida congela, que você trava pensando em tudo que vai acontecer…
FAIL.
Honestamente, passei bem longe disso. Nunca estive tão bem. Feliz pra caralho por ter 30 anos. De verdade, sem sarcarmos.
Talvez seja por causa fase que eu passo atualmente. Eu passei a trabalhar de forma autônoma em meio a uma crise financeira brava no ano passado e cá estou, com projetos às tampas e sem tempo para caçar mais clientes. Graças a Deus estou sendo bem recomendado e contatado na praça. Comecei a trabalhar com conteúdo e redes sociais, que é um assunto que me encanta e no qual eu aprendo sempre algo novo todo dia. Não posso reclamar: conta no azul, projetos se realizando… Sentimentalmente estou ótimo também. Tenho uma mulher fantástica do meu lado que me apoia em tudo.
Parece falta de humildade dizer tudo isso. Mas faz diferença estar bem assim. Não foi fácil. Quando tudo caminhava pra dar errado, deu certo. E cá estou.
A saúde vai bem, apesar da esofagite que ameaça voltar. Voltei à natação. Duas vezes por semana estou na piscina do Sesc contando as braçadas. Trabalhar em casa ajuda muito nessa qualidade de vida. Voltei a me cuidar melhor. Ainda não é o ideal, porque tentei praticar corrida por algumas semanas e não foi pra frente.
O mundo mudou bastante, né? Os jovens agora gostam de Restart e Crepúsculo e reciclam ídolos antigos. E sabe duma coisa? É normal. Reclamar dessa turma me coloca no mesmo patamar dos meus pais quando reclamavam das minhas camisas de flanela e meus discos do Nirvana em 1993. Jovens têm suas épocas. Essa será somente mais uma. Eu não uso mais as camisas de flanela, mas lembro com carinho das letras do Nirvana. Assim como essa molecada vai rir muito no futuro, quando lembrar que gostavam de vampiros purpurinados.
Encarar isso dessa forma me deixou mais leve também.
Aos que já preparam os e-mails perguntando onde será a festa: não farei comemorações. Talvez um chope com os mais chegados. Já desfrutei de um feriado muito bom com a família e com minha noiva. Aprendi que não adianta querer reunir todo mundo um dia no ano se nos outros 364 dias você nem fala com a maioria. Quero manter os que importam mais próximos. E já estou fazendo isso.
Ah, pretendo blogar mais sem ser por trabalho, prometo. =)
Só mais uma coisa: depois de trabalhar em um cliente hoje, vim andando pela Avenida Paulista e refletindo sobre como as coisas mudaram de 10 anos pra cá, quando ingressei numa faculdade esperando coisas completamente diferentes do que espero hoje e não sabia onde meus sonhos me levariam. E talvez essa seja a conclusão mais importante a qual cheguei: que ainda não tenho todos os meus sonhos realizados, mas mais do que nunca eu tenho claro na minha cabeça como chegar a eles. E o medo se foi. A incerteza se foi. Ficou só o rapaz latino-americano em busca do seu espaço. Vai ser difícil, tortuoso e ao custo de muitas noites sem dormir e fins-de-semana sem ver TV de noite. Mas vai dar certo.
É isso. Rumo aos 31. Espero vocês lá.