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	<title>Entendendo o Mundo &#187; cultura</title>
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	<description>Blog de Anderson Costa</description>
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		<title>Minhas impressões sobre Anjos e Demônios – o filme</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 15:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Li o livro Anjos e Demônios faz poucas semanas. Apesar de ser uma leitura fácil, é engraçado como Dan Brown consegue colocar a história de uma maneira instigante que prende você no livro até o fim. Como há muito tempo eu não via em livros de mistério e/ou espionagem. Em ritmo, ganha de O Código [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:76f0d17a-5cf1-48c8-844f-4f764339e90d" class="wlWriterEditableSmartContent">
<div><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2w13yDqkLw8&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2w13yDqkLw8&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355"></embed></object></div>
</div>
<p>Li o livro Anjos e Demônios faz poucas semanas. Apesar de ser uma leitura fácil, é engraçado como Dan Brown consegue colocar a história de uma maneira instigante que prende você no livro até o fim. Como há muito tempo eu não via em livros de mistério e/ou espionagem. Em ritmo, ganha de O Código da Vinci.</p>
<p>Já vi <a title="site oficial do filme" href="http://www.angelsanddemons.com/" target="_blank">o filme</a>, e adianto que mudou bastaaante coisa do livro para a tela grande. A história, que nos livros é um prequel para o Código da Vinci, vira uma sequência direta do filme. E essa é só uma das mudanças da história de Robert Langdon e sua investigação no Vaticano. </p>
<p>Sem muito spoiler: claro, é uma adaptação, e como tal está bem mais com cara de filme do que O Código Da Vinci, que foi mais <em>ipsis literis</em>. Uma das cenas finais que teria um diálogo extenso pelo livro se resumiu a apenas imagens, e ficou muito boa. Mas as mudanças deixaram uns furos no roteiro que até quem não leu o livro percebe. Por exemplo, o motivo de uma morte é mudado mas parece completamente absurdo o resultado final.</p>
<p>A sensação é que você está vendo um episódio esticado de 24 Horas, por conta da adrenalina envolvida. Nisso o filme é bom, consegue imprimir um ritmo bacana. Vale o ingresso, desde que você não vá esperando ver a história do livro imprimida direitinha na tela. </p>
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		<title>Poucas e Boas da Mari no ar, novamente, em WordPress</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 13:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A amiga Mariana tinha um problema: o site de entrevistas e curiosidades dela estava crescendo demais. J&#225; tinha sido um blog na plataforma Blogger, e depois virou um site que ela mesmo editava em HTML. Ficou t&#227;o trabalhoso que j&#225; n&#227;o valia mais o esfor&#231;o. Ela pediu minha ajuda para migrar o site, e torn&#225;-lo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A amiga Mariana tinha um problema: o site de entrevistas e curiosidades dela estava crescendo demais. J&#225; tinha sido um blog na plataforma Blogger, e depois virou um site que ela mesmo editava em HTML. Ficou t&#227;o trabalhoso que j&#225; n&#227;o valia mais o esfor&#231;o. Ela pediu minha ajuda para migrar o site, e torn&#225;-lo uma ferramenta mais agrad&#225;vel. E l&#225; vamos n&#243;s usar o wordpress novamente.</p>
<p><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; width: 414px; border-bottom: 0px" height="212" alt="poucas_print_blog" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2008/12/poucas-print-blog.jpg" width="414" border="0" /> </p>
<p>Ontem estreou o novo <a href="http://www.poucaseboasdamari.com" target="_blank">Poucas e Boas da Mari</a>. Feito em wordpress hospedado em servidor pr&#243;prio e customizado com o layout Revolution Lifestyle, mais alguns plugins &#250;teis. O tema estilo magazine era o mais apropriado para separar melhor os diversos assuntos que o site trata. O trabalho todo demorou meses, mais por causa da migra&#231;&#227;o dos textos para posts, que foi manual. As imagens s&#227;o de fotos dos entrevistados e do banco de imagens Stock.Xchng.</p>
<p>Acho que o trabalho ficou bom e vai destacar bastante os conte&#250;dos criados pela Mari. Vale a visita porque al&#233;m das boas entrevistas, ela foi uma das primeiras a falar da febre da com&#233;dia stand-up e entrevist&#225;-los antes mesmo deles dominarem os programas de TV.</p>
<p>Eu n&#227;o sou programador, mas criar e customizar em wordpress tem se tornado um belo hobby por causa da facilidade de entendimento do c&#243;digo e da ajuda da comunidade de desenvolvedores, sempre muito sol&#237;cita.</p>
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		<title>Você realmente é gentil com o que conhece?</title>
		<link>http://www.andersoncosta.org/blog/2008/04/01/gentil-conhece/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 02:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe um hype na internet sobre &#8220;compartilhar conhecimento&#8221;. Cada &#8216;app novo&#8217; nosso de cada dia tem que ser algo extremamente flexível para mostrar o que sabemos, o que fazemos. Tudo tem que ser em prol do compartilhamento, do sharing. Mas tenho uma pulga atrás da orelha com essas coisas. A foto que ilustra este post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Compartilhar conhecimento? Sei... by Anderson Costa, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/zauriel0906/2377464931/"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://farm4.static.flickr.com/3088/2377464931_3b949e40bb_m.jpg" alt="Compartilhar conhecimento? Sei..." width="240" height="180" /></a> Existe um hype na internet sobre &#8220;compartilhar conhecimento&#8221;. Cada &#8216;app novo&#8217; nosso de cada dia tem que ser algo extremamente flexível para mostrar o que sabemos, o que fazemos.  Tudo tem que ser em prol do compartilhamento, do <em>sharing</em>. Mas tenho uma pulga atrás da orelha com essas coisas.</p>
<p>A foto que ilustra este post me levou a refletir muito isso desde segunda-feira. É uma <a title="Site da revista" href="http://www.revistapiaui.com.br/" target="_blank">revista Piauí</a>, a edição deste mês. Jogada no lixo do banheiro de uma multinacional daqui de São Paulo. Tirei logo que vi a cena. Pensei: &#8216;porra, que emblemático isso&#8217;.</p>
<p>Não vou entrar no mérito de qualidade dos artigos da Piauí, senão vou entrar numa saara de debates que não me interessa. Meu ponto é o <strong>desperdício de conhecimento</strong>. O &#8216;cidadão&#8217; que fez isso pode não ter gostado da revista, e ele faz o que quiser com ela, afinal pagou pelo exemplar.</p>
<p>Mas ele tinha outras opções.</p>
<p>Por exemplo: ceder a revista a outra pessoa interessada. Ou mesmo emprestá-la a quem nunca a leu, ou quem poderia se interessar. Ou também quem não tem dinheiro para gastar com um exemplar desses.<br />
Ainda: doar a revista a uma biblioteca pública.</p>
<p>Longe de mim ditar o que você deve fazer com suas revistas. Mas gostaria de levar à reflexão. Este é um país cuja sociedade se cobra constantemente pela falta de educação e ensino de qualidade. Porém, a mesma socidade não fomenta uma cultura de compartilhar o que aprende com quem necessita. Essa mesma pessoa que jogou a revista fora deve ser alguém que se nega a ajudar um colega de trabalho quando o programa de e-mail dele trava. Ou o deixa falando besteira em uma reunião sobre alguns números que ele mesmo sabe de cor.</p>
<p>Não há gentileza.</p>
<p>Eu parto do princípio que todo conhecimento é válido. Se será necessário, é outra história. O lema deste blog não é por acaso. Sou um cara que busco coisas novas todo dia, conhecimentos diferentes. Mas busco compartilhar isso, dentro e fora do meu trabalho. Graças à internet, o alcance do que aprendemos é infinito. Mas também é cômodo. Adianta eu compartilhar com vocês <a href="http://www.google.com/reader/shared/08394657489505761089" target="_blank">minhas leituras no Google Reader</a> se não comento desses assuntos com meus colegas na hora do almoço? Ou jogo uma revista nova no lixo?</p>
<p>Não é à toa que consultorias de gestão de conhecimento estão em alta. As empresas estão pagando caro para despertar em seus colaboradores a disseminação do que eles conhecem, um ativo importantíssimo no mercado de hoje. É uma questão de <strong>cultura social.</strong> As pessoas só vão se ajudar através da sabedoria coletiva quando tiverem bons exemplos e se sentirem motivadas a isso. Não só no mundo online que nos dá muitas ferramentas para isso, mas no offline também. Não é porque o martelo existe que o marceneiro nasce, e sim porque existe a vontade de exercer a marcenaria.</p>
<p>É muito bom levar algo novo a pessoas que não conhecem algo. Quando alguém se predispõe a dar um curso em sua empresa sobre um assunto que vai agregar ao trabalho de todos, é <em>knowledge share</em> puro. Ou quando você junta revistas velhas em casa e encaminha para doação. Mesmo quando envia por email um link interessante que leu, ou uma informação importante. Sem prepotência, apenas&#8230; gentileza.</p>
<p>Não dá pra esperar que as pessoas tenham as mesmas reações que nós, é uma questão bem franciscana mesmo: &#8220;fazer o bem sem olhar a quem&#8221;. Há interesses envolvidos, lógico. Mas levar adiante o que aprendemos, não importa o valor do aprendizado, ajuda a construir uma <strong>cultura de dação</strong>, de entrega, de beneficiar o próximo.</p>
<p>Sem auto-ajudismo, lembre-se: <a title="Visite o museu virtual do Gentileza" href="http://oimpressionista.wordpress.com/museu-virtual-gentileza/" target="_blank">gentiliza gera gentileza</a>.</p>
<p>E vocês, o que acham?</p>
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		<title>A música do seu tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 14:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pelo blog do amigo Luiz Yassuda fiquei sabendo da existência de supostas músicas de um volume 3 do Tim Maia Racional. Ouvi e achei bacana. E me dei conta de uma coisa: não fiquei esperando 3 meses até Tim Maia gravar, soltar alguns previews das músicas em shows, vazar um MP3 do single e xingar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo <a href="http://yassuda.org/blog/2008/02/27/tim-maia-racional-vol-3/" target="_blank">blog do amigo Luiz Yassuda</a> fiquei sabendo da existência de supostas músicas de um volume 3 do Tim Maia Racional. Ouvi e achei bacana. E me dei conta de uma coisa: não fiquei esperando 3 meses até Tim Maia gravar, soltar alguns previews das músicas em shows, vazar um MP3 do single e xingar a crítica especializada. Hoje o que fode é essa expectativa que se cria por algo novo no mainstream. E no underground também, que está deixando o lado &#8216;under&#8217; faz tempo. Foi lá, na hora, sem pressa. Como uma virgindade bem guardada.</p>
<p>Teve uma época em que eu era um rato de músicas novas. Caçava tudo, ia atrás de blogs e comunidades do Orkut atrás de novidades. Não me aquietava em não saber do novo hype depois de todo mundo. Cheguei a manter 60GB de músicas no meu HD.</p>
<p>Que cara agoniado eu era. Hoje penso diferente. Tanto é que meu MP3 player tem 70% de músicas que eu já conheço e não canso de ouvir.</p>
<p>Na verdade o conceito de &#8216;novo&#8217; mudou na minha cabeça. Pra mim, o novo não é mais o que será lançado amanhã, mas sim o que eu não conheço. Por exemplo, descobrir a obra completa dos Beatles depois de velho foi como descobrir uma banda nova a qual eu me apaixonei. E tem tantas outras coisas por aqui que eu não conheci ainda. Nossa produção musical é absurdamente grande.</p>
<p>Isso também me deixou mais humilde na minha rotina de conhecimento musical. Não adianta esperar com ansiedade uma música nova porque a chance de desilusão no primeiro momento é quase certa. Toda música tem o seu tempo de ser ouvida. O <a href="http://www.inrainbows.com/" target="_blank">In Rainbows</a>, do Radiohead, por exemplo, eu só comecei a escutar direito agora. Porque na época eu ouvi e achei chato. Verdade. Agora dei uma segunda chance ao álbum, e está descendo bem melhor.</p>
<p>Hoje sou mais desencanado com isso. Ainda não descuido das novidades musicais, mas moderei bastante a sede ao pote. Ultimamente uso o <a href="http://hypem.com" target="_blank">Hype Machine</a>, o <a href="http://www.last.fm" target="_blank">Last.fm</a> e o <a href="http://br.myspace.com" target="_blank">MySpace</a> para essas descobertas. Mas por conviver melhor com o conceito de &#8216;novo&#8217; minha expectativa diminuiu bastante, e agora consigo curtir melhor as coisas novas que descubro. Percebi que a música tem seu tempo, seu momento.</p>
<p>E sim, eu mandei os hypes pro inferno. Não adianta forçar, quando chegar no ouvido naturalmente vai ser bem mais gostoso.</p>
<p>****************</p>
<p>Ainda nessa linha de pensamento, acho que foi legal o revival dos anos 80 pelo qual passamos recentemente. Me lembro que naquela época as pessoas não estavam com muito saco para produzir trabalhos novos, e quando redescobriram a trasheira da década passada perceberam que aquelas músicas ainda guardavam muitas recordações boas, que mereciam ser revividas. Vimos muita tosqueira, é verdade, mas dançamos e cantamos como se fosse a novidade da vez. Vi comunidades virtuais se renderem aos anos 80 de forma tão latente que baladas surgiram só pra isso, como a <a href="http://www.trash80s.com.br/" target="_blank">Trash 80&#8242;s</a> e o <a href="http://www.dartajones.com.br/" target="_blank">Darta Jones</a>, em São Paulo.</p>
<p>Lógico, o movimento diminuiu, mas cumpriu seu papel: estimular a revisão do passado para pensar melhor o futuro (bonito isso, né?).</p>
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		<title>São Paulo, 454 anos e o pastel de bacalhau</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 00:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem a cidade de São Paulo comemorou 454 anos de existência oficial perante o país. Eu nasci aqui e não paro de me admirar como essa cidade é grande. Acredite, é sério. Mesmo com tanto tempo por aqui ainda não conheço todas as opções de lazer que Sampa oferece. Ontem eu e minha namorada fomos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2008/01/foto_saopaulo.jpg" alt="Foto: Flickr do /gutooo" border="1" /></p>
<p>Ontem a cidade de São Paulo comemorou 454 anos de existência oficial perante o país. Eu nasci aqui e não paro de me admirar como essa cidade é grande. Acredite, é sério. Mesmo com tanto tempo por aqui ainda não conheço todas as opções de lazer que Sampa oferece.</p>
<p>Ontem eu e minha namorada fomos atrás de uma dessas opções desconhecidas: o <a href="http://www.mercadomunicipal.com.br/" target="_blank">Mercado Municipal</a>. Eu já o conhecia, mas eu ainda não tinha voltado lá depois da reforma pela qual passou em 2004. Agora o lugar é um point. As iguarias são conhecidíssimas e no andar superior tem bares chiques e descolados. Até balada já teve lá dentro.</p>
<p>Na sexta pegamos o ótimo <a href="http://www.emtu.sp.gov.br/tiradentes/" target="_blank">Expresso Tiradentes</a> (vulgo Fura-fila) e fomos ao mercadão. Eu queria ver o show do <a href="http://www.quintetoembrancoepreto.com/" target="_blank">Quinteto em Branco e Preto</a>&#8230; mas no fundo era uma desculpa pra provar da iguaria mais comentada daquele lugar: o pastel de bacalhau. Não sosseguei enquanto não paguei R$ 7,50 num pastelão daqueles, recheadaço&#8230;</p>
<p>Pô, R$ 7, 50! Pastelzinho caro, né?</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2112/2219032627_aeba97ae3b.jpg" alt="Eu e o pastel de bacalhau" border="1" height="500" width="375" /></p>
<p>Depois da melancia de sobremesa e da dor de barriga, até me senti culpado&#8230; cara, é um pastel muito caro. E o fato de ter desprendido algumas horas do dia e passagem de ônibus para ir lá e comê-lo o torna mais caro ainda. Até do lado, em bares próximos, o mesmo pastel é bem mais barato. Será que é justo? Pagar tanto por uma coisa que tem uma média de preço bem abaixo do que você pagou.</p>
<p>Mas outra reflexão me fez perceber: pagar caro tem todo um retrospecto envolvido. Conte comigo:</p>
<ul>
<li>Querer sair de casa num feriado</li>
<li>Querer participar da comemoração do aniversário da cidade de alguma forma</li>
<li>Conhecer um lugar novo</li>
<li>Provar do pastel, a iguaria tão falada</li>
</ul>
<p>Isso nem são fatores juntos num pacote só. Cada um vem de uma fonte diferente. Mas no final, tudo me levou ao mercadão ontem. É o que a maioria desses bares caros faz para atrair clientes diferenciados, né? Fogem da idéia de atraí-lo só com o cardápio e criam outros fatores para trazê-lo: um ambiente diferente, promoções, decoração, o passeio até chegar no lugar&#8230; No fundo, você não pagaria por isso se estivesse tudo relacionado em uma conta no fim do seu passeio. Na verdade você paga &#8216;disfarçadamente&#8217;, nem percebe todo o ciclo que faz com que uma coisa chegue até você.</p>
<p>E tem o fator &#8216;iguaria&#8217; envolvido também, a coisa de provar algo único e caro. Em <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/saul?title=o_vinho_mais_caro_e_o_melhor&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1" target="_blank">uma recente pesquisa</a>, 20 pessoas provaram vinho achando que eram garrafas caras, de renome, mas na verdade eram vinhos comuns e baratinhos. Por estarem convencidas de que tomavam vinho caro, o cérebro &#8216;disfarçou&#8217; as sensações como se fossem do tal.</p>
<p>Eu acredito nessa pesquisa, e acho também que o fator &#8216;diferente&#8217; influencia bastante. Provar de uma iguaria que nem todo mundo prova todo dia é uma sensação de prazer que até o mais indiferente não ignora. Por isso creio que o pastel até que estava por um preço justo. Dado tudo que eu queria fazer no mesmo dia por causa do pastel, até que valeu a grana.</p>
<p>Confuso, né? Não quero tecer teorias de marketing não. É feriado, tem coisa melhor pra fazer. Mas vale o pensamento. <strong>Errado não é pagar caro. É pagar caro sem estilo.</strong> É pagar caro sem usufruir de desejos agregados à sua meta principal. Vai comer um pastel de bacalhau que custou R$ 7,50? Beleza, vá em frente, mas faça isso num momento bacana de sua vida, num lugar bacana, e num momento de prazer, de comemoração. No aniversário da sua cidade, por exemplo.</p>
<p>I love this town.</p>
<p>PS: falando em passeios, vocês já visitaram a <a href="http://www.bovespa.com.br/Principal.asp" target="_blank">Bovespa</a>? Ficou muito bacana depois da reforma também, e o passeio que conta a história da instituição é divertido.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>1968, 40 anos depois</title>
		<link>http://www.andersoncosta.org/blog/2008/01/07/1968-40-anos-depois/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 23:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tá rolando um baita burburinho nos meios de comunicação sobre 1968. Claro, em 2008 comemoram-se 40 anos daquela época que mudou pra sempre o conformismo e a capacidade de revolução do homem. E não, isto não é um manifesto esquerdista. Tenho uma simpatia pelo ano de 68. Não vivi aquela época, mas todo jornalista carrega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2008/01/ditadura_passeata.jpg" alt="Passeata dos 100 mil, em 1968" /></p>
<p>Tá rolando um baita burburinho nos meios de comunicação sobre 1968. Claro, em 2008 comemoram-se 40 anos daquela época que mudou pra sempre o conformismo e a capacidade de revolução do homem. E não, isto não é um manifesto esquerdista.</p>
<p>Tenho uma simpatia pelo ano de 68. Não vivi aquela época, mas todo jornalista carrega um pouco de ranço pela perseguição empregada à mídia que aprendemos na faculdade. Tanto é que<a href="http://www.lembrareresistir.kit.net" title="Lembrar é Resistir" target="_blank"> meu TCC</a> herdou bastante disso, mas conseguimos chegar até lá mais imparciais. Já fui mais esquerdista, hoje sou algo meio indefinido, perto do centro.</p>
<p>Por ter pesquisado a fundo 68 e os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anos_de_chumbo" title="Consulte na Wikipedia" target="_blank">Anos de Chumbo</a>, ainda acompanho o tema de perto. Nesta semana li <a href="http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo/Artigo/exibir.ssp?artigoId=80894&amp;secaoId=5990&amp;edicao=503" title="1968: o ano das transformações" target="_blank">a matéria da Revista Época</a> e estou devorando <a href="http://compare.buscape.com.br/sgt-pepper-s-lonely-hearts-band-heylin-clinton-9788576162728.html?pos=1" title="Pesquise preços no BuscaPé" target="_blank">o livro sobre Sgt. Pepper&#8217;s Lonely Hearts Club Band</a>, a contribuição mais importante e sintetizada dos Beatles para a música pop. E desse livro tiro uma citação do prefácio, muito bacana, que traz uma reflexão sobre esse saudosismo todo dos anos 60:</p>
<blockquote><p>Em seu livro Revolution in the Head, o jornalista Ian MacDonald afirma sem rodeios: &#8220;Qualquer um que não tenha tido a sorte de ter entre 14 e 30 anos em 1966-67 jamais conhecerá a comoção vivida durante esses anos na cultura popular&#8221;. Como alguém que viveu essa mesma &#8220;comoção&#8221; mencionada por ele no auge do punk, considero a visão de MacDonald das mais arrogantes, pra não dizer egoísta (&#8220;Eu estava lá e você não estava&#8230; na na na na na-na&#8230;&#8221;). &#8220;Comoção&#8221; é algo muito subjetivo, e a nostalgia pela juventude seja a dos tempos hippies de MacDonald ou a das noites bêbadas de Legs Mcneil no Bowery, não nos diz nada sobre o ambiente, a não se que <em>eles</em> se divertiram. A criatividade que saiu em disparada quando a jaula do decoro se abriu é o que me interessa aqui (ali e em todo lugar). Socioólogos, saiam pela porta onde se lê a placa &#8220;Cães Ferozes&#8221;.</p></blockquote>
<p>Partindo desta citação, pensei comigo mesmo o quanto ainda estamos endeusando esta época e esquecendo de responder perguntas básicas sobre ela: qual sua real dimensão sobre a cultura? O quanto ela influenciou a política e a sociedade? Qualquer reposta será um chute próximo, mas não certeiro. Pra cada um os anos 60 tem uma importância diferente. Se para nós, jornalistas, o período foi de união e inteligência contra a censura, para outros foi a chance de pegar em armas por um motivo qualquer,  de ambos os lados.</p>
<p>Culturalmente, estamos nos aproximando de um entendimento mais sólido sobre 1968. Socialmente, ainda apanhamos por carregar ranços das brigas ideológicas que não nos deixam refletir sabiamente e deixar um registro digno para as gerações futuras. Tive essa noção desde a época do meu TCC, mas não consegui ampliar essa visão o quanto queria no resultado final. Tinha até a ambição de continuar um estudo futuro sobre isso, mas no momento não me vem a vontade.</p>
<p>Uma coisa eu sei: 1968 (e 67, também, vá lá) foi o decreto final para que a humanidade finalmente contestasse mais e aceitasse menos. Se hoje temos uma democracia nova, engatinhando se comparada aos 100 anos de república dos EUA, é porque houve um manifesto contra o que estava estabelecido.</p>
<p>A principal lição que fica: não gostou, reclame.</p>
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