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	<title>Entendendo o Mundo &#187; sociedade</title>
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	<description>Blog de Anderson Costa</description>
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		<title>O boteco S&#227;o Bento e a reputa&#231;&#227;o via Google</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 17:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando vi o caso do Boteco São Bento via Twitter, lembrei logo de um caso que aconteceu comigo tempos atrás quando trabalhava numa revista. Em nosso site, tinha uma seção de reclame destinada ao consumidor que queria falar sobre um serviço/produto ruim que teve. As empresas eram convidadas a responder. Foi o que aconteceu com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/09/image.png"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image" border="0" alt="image" align="left" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/09/image_thumb.png" width="181" height="209" /></a> Quando vi <a href="http://resenhaem6.blogspot.com/2009/09/boteco-sao-bento-o-pior-bar-do-sistema.html" target="_blank">o caso do Boteco São Bento</a> via Twitter, lembrei logo de um caso que aconteceu comigo tempos atrás quando trabalhava numa revista. Em nosso site, tinha uma seção de reclame destinada ao consumidor que queria falar sobre um serviço/produto ruim que teve. As empresas eram convidadas a responder. Foi o que aconteceu com uma dessas empresas. Aconteceu uma reclamação e ela respondeu. Ficou lá arquivado durante meses. </p>
<p>Algum tempo depois a dona do estabelecimento me liga, dizendo que queria que o link com a reclamação fosse deletado. O motivo? Era o segundo link que a busca do Google dava como resultado ao buscar pelo nome de sua empresa. E isso, segundo ela, estava afastando clientes.</p>
<p>Complexa a história. O que me lembro de ter falado para a dona da empresa: seu site não está bem posicionado e nem sua repercussão boa, se é que ela existe. Reclamação se responde com bom atendimento e um convite para uma segunda chance. Quem pensa em satisfação do cliente sabe que alguém mal atendido é um potencializador de más recomendações para diversos futuros clientes. Inclusive a reclamação respondida mostra que a empresa está atenta ao que falam dela. Mesmo assim, ela queria o link fora do ar. Levei a questão para meus chefes. Infelizmente saí da empresa antes do desfecho do caso. Mas imagino que tenham deletado o link no final das contas para evitar dores de cabeça. </p>
<p>Sem querer dar uma de guru, mas se uma empresa, independente do tamanho, não olhar o que aparece no Google quando se busca pelo seu nome está dando uma bola fora inacreditável. Eu, como consumidor, uso o Google como uma das primeiras referências pra comprar algo, para ir a algum lugar, para saber sobre um serviço. Não é uma coisa restrita ao sites de recomendação. Está simplesmente no buscador mais usado no mundo. Taí um belo dilema para as assessorias, profissionais de relações públicas e de social media. </p>
<p>O coitado do Raphael, blogueiro responsável pelo post no Resenha em 6, vai ter muita dor de cabeça com esse processo, infelizmente. Mas nem de longe vai ser comparado ao número de clientes que o Boteco São Bento vai perder. A reputação dele já está manchada e ele jogou mais tinta na própria parede respondendo de forma grosseira. O caso já está se espalhando e <a href="http://botecosaobento.baywords.com/" target="_blank">postado em outros blogs</a>. O post da resenha já é <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;hs=WVM&amp;q=boteco+sao+bento&amp;btnG=Pesquisar&amp;meta=" target="_blank">o sexto resultado de busca pelo nome do bar</a> no Google. Não dá pra processar a internet inteira. </p>
<p>E um detalhe interessante: com certeza, ele buscou por “Boteco São Bento” no Google para chegar no post. Fez o certo. Praticou o errado.</p>
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		<title>Assista a filmes de gra&#231;a na web sem que voc&#234; seja preso &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 22:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Adoro filmes. Lembro com orgulho da minha primeira ida ao cinema pra assistir o Batman de Tim Burton, em 1989. Também foi a primeira fita VHS que aluguei quando meu pai comprou um videocassete. De lá pra cá tivemos a internet e os filmes “baixados”. Sou um fã do recurso e tenho gigas e gigas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adoro filmes. Lembro com orgulho da minha primeira ida ao cinema pra assistir o Batman de Tim Burton, em 1989. Também foi a primeira fita VHS que aluguei quando meu pai comprou um videocassete. De lá pra cá tivemos a internet e os filmes “baixados”. Sou um fã do recurso e tenho gigas e gigas de downloads em casa, mas também costumo ver filmes via streaming ou que tenham uma versão para download livre de copyrights.</p>
<p>Resolvi escrever sobre alguns filmes que estão online de modo oficial, disponibilizados pelos próprios criadores. Lógico, tem muita coisa no YouTube. Mas esses aqui foram feitos para serem disponibilizados na web de forma legal. Já fazem parte de uma nova cultura, que não busca o circuito de cinemas nem as premiéres. Eles pipocam na tela do seu computador e se espalham com o boca-a-boca. Baixe e assista sem culpa. </p>
<p><a href="http://www.ripremix.com" target="_blank"><strong>RIP: a Remix Manifesto</strong></a> é um filme de Brett Gaylor, fundador do Open Source Cinema, Gaylor criou o filme com diversas colaborações pela internet e o deixou disponível para download gratuito (apenas para quem está nos EUA, no esquema de pague-o-que-quiser pelo download) e <a href="http://www.opensourcecinema.org/project/rip-remix-manifesto" target="_blank">remixagem</a> – pelo menos foi o que eu entendi. O filme relata os problemas do copyright na era da informação, quando todas as barreiras entre produtores e espectadores foram quebradas. Tem depoimentos de Lawrence Lessig, Cory Doctorow e outros bambas do assunto. O mais divertido é saber que o filme pode ficar datado na hora que você assiste, pois alguém em qualquer lugar pode estar remixando o filme e inventando uma nova versão. Você pode assistir o filme online <a href="http://www3.nfb.ca/webextension/rip-a-remix-manifesto/" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p><strong><a href="http://www.usnowfilm.com" target="_blank">Us Now</a></strong> entra mais no terreno das redes colaborativas. O filme de Ivo Gormley mostra exemplos bem legais de organizações controladas por redes de colaboração ao redor do mundo. Desde um time de futebol até um banco! E também vê possíveis influências políticas no meio disso tudo (atenção pra entrevista com Don Tapscott, do Wikinomics.) Veja o filme online <a href="http://watch.usnowfilm.com/" target="_blank">no site oficial</a>. Dá pra baixar o torrent por lá também.</p>
<p><strong><a href="http://www.home-2009.com" target="_blank">Home</a></strong> saiu recentemente. Esse eu ainda não vi. Édo francês Yann Arthus-Bertrand. Foi filmado em 120 locais diferentes de 54 países com fotos em tomadas aéreas. Pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária. Deve ser no estilio de “Uma Verdade Incoveniente”, mas estão falando muito bem do filme. Veja o filme online inteiro <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U&amp;feature=featured" target="_blank">no YouTube</a> (eu fiquei besta que existem vídeos com mais de 10 minutos lá…).</p>
<p>Tem mais alguns. Falarei deles em outro post.</p>
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		<title>Quando a cultura não favorece o sistema</title>
		<link>http://www.andersoncosta.org/blog/2008/10/06/quando-a-cultura-nao-favorece-o-sistema/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 13:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem fui mesário nas eleições municipais de São Paulo. É meu quinto ano, e segundo como presidente de seção. Nada demais, apenas uns afazeres que requerem mais atenção e o fato de ser o primeiro a chegar e o último a sair. Seria mais tortuoso se a minha turma da seção não fosse tão divertida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem fui mesário nas eleições municipais de São Paulo. É meu quinto ano, e segundo como presidente de seção. Nada demais, apenas uns afazeres que requerem mais atenção e o fato de ser o primeiro a chegar e o último a sair. Seria mais tortuoso se a minha turma da seção não fosse tão divertida como é. </p>
<p>Minha seção é no palco do teatro do colégio onde estudei. O que torna as coisas ainda mais tranquilas, pois o caminho para o teatro é bem afastado das entradas das salas de aula. Ontem nem fila teve, apenas uns picos de duas a três pessoas esperando sua vez. Foi muito sussa.</p>
<p>O velho tíquete subiu pra 15 reais. Pouco, mas dá pra almoçar bem.</p>
<p>Nesse ano muita gente errou a ordem dos votos. Era comum as pessoas digitarem primeiro o voto para prefeito, quando na verdade o primeiro era para vereador. Aí saíam decepcionadas por terem errado. E não podemos voltar atrás no sistema, uma vez que votou já está computado e não pode votar de novo. Fiquei pensando o porquê disso. Deve ter faltado alguma campanha de orientação do TSE, coisa do tipo&#8230; </p>
<p>O que sempre me toca são os idosos. Velhinhos que já não tem obrigação nenhuma de votar (pessoas com mais de 70 anos estão isentas) chegam lá cedo, fazem fila e com um sorriso no rosto nos entregam o título de eleitor. &#8220;É uma obrigação de todos&#8221;, disse um senhor. Não é um nem dois velhinhos, são vários. Outras seções também tem um movimento grande de idosos, simpáticos e conversadores. Alguns demoram um pouco, outros são bem ágeis. </p>
<p>Também tem os reclamões. Uma das frases mais<br />
ouvidas era: &#8220;Ah, tem que vir votar mesmo, né?&#8221;. Outra bem ouvida:<br />
&#8220;Qualquer um deles é ladrão mesmo&#8221;. O habitual. A grande sensação que tenho é de que nenhum cidadão (com exceção daqueles velhinhos) tem plena consciência da importância de um voto. Posso resumir em uma frase o consciente coletivo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Nunca vou mudar o mundo através de um voto, isso é impossível&#8221;</p></blockquote>
<p>Sim, os eleitores têm todo o motivo do mundo para ter descaso,<br />
traumatizados que estão com os resultados anteriores. Mas é assim<br />
mesmo: temos apenas 20 e poucos anos de democracia no país. É errando<br />
que se aprende. Pena que um país que tinha tudo para decidir seu futuro nas urnas acaba rendido a uma cultura do descaso com o voto. A cultura não favorece o sistema moderno que temos.</p>
<p>Ou seja: temos muito a aprender com os velhinhos. </p>
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		<title>Um show de democracia</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 21:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu trabalho nessas eleições como presidente de seção. Não é a coisa mais prazeirosa do mundo, mas tem lá sua diversão, já que a galera que trabalha comigo é muito divertida. E confesso que enquanto trabalhar ainda vou pensar nos meus candidatos. Ainda não escolhi meu voto. Muito porque o efeito &#8220;maisdomesmo&#8221; me impregna, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu trabalho nessas eleições como presidente de seção. Não é a coisa mais prazeirosa do mundo, mas tem lá sua diversão, já que a galera que trabalha comigo é muito divertida.</p>
<p>E confesso que enquanto trabalhar ainda vou pensar nos meus candidatos. Ainda não escolhi meu voto.</p>
<p>Muito porque o efeito &#8220;maisdomesmo&#8221; me impregna, e nada me empolgou até agora. Nem mesmo a Soninha, que merece meu respeito, mas ainda precisa de um tempo pra assumir uma bronca dessas.</p>
<p>Acho que pra próxima eleição é preciso repensar o modelo atual de debate. Não sei bem o porquê, mas sinto que o formato atual engessa a exposição de coisas mais interessantes. Só proporciona o confronto direto de verborragias, sem idéias.</p>
<p>E sobre a Marta e seu &#8220;Wi-Fi de graça&#8221;? A melhor do ano. Se a gente conectar nela, vai abrir <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eBGIQ7ZuuiU" target="_blank">essa página aqui </a>na mesma hora!</p>
<p>PS: Volto quando me sentir interessante.</p>
<p>PS2: O S<a href="http://www.somnoblog.com" target="_blank">om no Blog</a> ressucitou!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tá sem emprego? Faça um site!</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 14:47:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Calma, aqui anda tudo bem. A correria na editora está legal. Conheci muita gente dentro e fora da empresa, e a missão de mudar a parte online deles parece mais perto da realidade. Aguarde e confie. Na verdade eu vou falar de um causo que me ocorreu na quinta-feira. Entre uma reunião e outra, peguei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Calma, aqui anda tudo bem. A correria na editora está legal. Conheci muita gente dentro e fora da empresa, e a missão de mudar a parte online deles parece mais perto da realidade. Aguarde e confie.</p>
<p>Na verdade eu vou falar de um causo que me ocorreu na quinta-feira. Entre uma reunião e outra, peguei um ônibus na região da Paulista. Estava eu viajando nos pensamentos quando subiu um daqueles tiozinhos vendedores de balas. Geralmente eu só compro quando eu estou muito afins do que eles vendem. Eu não queria chicletes, por isso nem aceitei segurar as embalagens enquanto ele falava. Voltei pra minha viagem.</p>
<p>Enquanto isso, ele dava seu discurso habitual, o famoso &#8220;3 por 1 real&#8221;,  agradecendo a atenção dispensada e tal&#8230; Até que ele conseguiu me chamar a atenção quando falou do seu&#8230; site. Sim, <a href="http://www.sememprego.com.br/" target="_blank">ele tinha site</a>.</p>
<p>No começo achei que era alguma ação de marketing de guerrilha. Aquela velha discrença. Mas ao visitar o site do tiozinho, conheci a história do seu Neto Amparo, alguém que se fodeu muito na vida. Perdeu emprego, casa, e quase a família. Foi a venda de chocolates e balas em ônibus que o tirou da miséria. E aí ele montou o site para reunir essas pessoas sem emprego como ele e aproximá-las das vagas em empresas.</p>
<p>Fora o site de empregos, ele também presta <a href="http://www.manuntencao.com.br/" target="_blank">serviços de manutenção</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-51 aligncenter" title="site_sememprego" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2008/06/site_sememprego.jpg" alt="" width="400" height="374" /></p>
<p>Fora tudo isso, ele ainda quer <a href="http://www.tvsinai.com.br/" target="_blank">montar uma TV online</a>. Ou seja, 3 sites pra um cara só, que sua nos pontos de ônibus vendendo seus chocolates.</p>
<p>Me peguei rindo sozinho antes de seu Neto descer, e arrependido de não ter conversado mais com ele, entender como ele fez e como cuida do site. Mais uma coisa que eu poderia ter feito na vida. Mas vou tentar contatá-lo por email e, quem sabe, entrevistá-lo.</p>
<p>Engraçado, né? Procuramos tantas iniciativas de inclusão digital realmente válidas por aí, e as coisas acontecem bem debaixo da gente. Na verdade, do lado, perto da catraca do ônibus.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Meus 2 cents sobre o Caso Isabella</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 02:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz tempo que não escrevo. Eu sei, vergonha alheia. O trabalho novo é muuuito mais corrido do que eu pensava. Mas sabe o que é pior? Eu tô gostando! Fiquei um tanto apático com o caso Isabella. Creio que a divulgação excessiva da mídia tirou o senso de justiça do assunto e o transformou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não escrevo. Eu sei, vergonha alheia. O trabalho novo é muuuito mais corrido do que eu pensava. Mas sabe o que é pior? Eu tô gostando!</p>
<p>Fiquei um tanto apático com o caso Isabella. Creio que a divulgação excessiva da mídia tirou o senso de justiça do assunto e o transformou em senso de justiceiro. Claro que é um crime gravíssimo, como há tempo não víamos&#8230; na TV, pois nas comunidades carentes e de baixa renda a mortalidade continua alta, com casos cada vez mais alarmantes.</p>
<p>Poizé:  pra mim o caso só ganhou a exposição que teve por que a pequena Isabella é uma menina de classe média,  bonita, bem tratada. E isso não foi um julgamento do público, mas sim da mídia, que desceu lenha abaixo a questão querendo o sangue dos pais, até agora únicos suspeitos do crime e já detidos.</p>
<p>Isso reforça uma teoria que eu tenho: não mexa com a classe média. Toda vez que alguém tentou isso aqui no Brasil se ferrou muito. Vejam o caso da ditadura dos anos 60/70. Na minha opinião, a coisa só ganhou apoio da opinião pública quando os corpos dos filhos dos senhores de classe média começaram a sumir nos necrotérios.</p>
<p>Polêmico, eu sei. Também fiquei meio assim pra continuar o texto&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Você adotaria um spam?</title>
		<link>http://www.andersoncosta.org/blog/2008/04/13/voce-adotaria-um-spam/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 01:59:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[UPDATE: A história teve um final feliz, veja no último comentário. Obrigado a todos que comentaram e ajudaram de alguma forma!] Este post não é para discutir a polêmica dos envios desenfreados de mensagens eletrônicas nem sobre a venda ilegal de mailings sem permissão dos cadastrados. Porém, inevitável falar de&#8230; spam. Nesse fim de semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>[<strong>UPDATE:</strong> A história teve um final feliz, veja no último comentário. Obrigado a todos que comentaram e ajudaram de alguma forma!]</p></blockquote>
<p>Este post não é para discutir a polêmica dos envios desenfreados de mensagens eletrônicas nem sobre a venda ilegal de mailings sem permissão dos cadastrados. Porém, inevitável falar de&#8230; spam.</p>
<p>Nesse fim de semana fiz uma analogia triste, mas necessária para entender como funciona o ser humano. Primeiro, conheçam o que eu e a Babi recebemos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="327" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="intl_lang=en-us&amp;photo_secret=5b06af50f1&amp;photo_id=2408388838" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/video/stewart.swf?v=1.172" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="327" src="http://www.flickr.com/apps/video/stewart.swf?v=1.172" allowfullscreen="true" bgcolor="#000000" flashvars="intl_lang=en-us&amp;photo_secret=5b06af50f1&amp;photo_id=2408388838"></embed></object></p>
<p>Esse é a <strong>spam</strong>, a cachorrinha que nós acolhemos no sábado. Ela foi encontrada pelo vizinho. O problema é que a chegada não foi vista com bons olhos, e por isso a coitada foi escurraçada da casa na base do espancamento. Ficamos tão indignados que pusemos a camaradagem de vizinhos de lado e abrimos o portão pra cadelinha. E lá ela ficou durante o findi inteiro. Agora ela está na casa da Babi, minha namorada, que vai tentar arranjar uma casa nova pra ela.</p>
<p>Ela aparenta ter uns 6 meses, por causa da dentição ainda por formar. É uma vira-lata, mas não tem jeito de ser cachorra de rua porque ela é bem comportada. Chegou com muita fome, comeu a ração da minha cachorra e mais uma boa porção de carne. Por conta dessa fome toda vamos levá-la no veterinário amanhã, para fazer todos os exames. Por ser novinha, ela adora brincar, está na fase de morder um bocado.</p>
<p>Porque o nome spam? Ela é bonitinha, uma graça&#8230; mas na hora de falar em levar pra casa, todo mundo desconversa. Até entendo que todos temos nossos problemas e eles já ocupam boa parte do nosso tempo, mas algumas pessoas se recusaram mesmo a ouvir a história. Parece que só ouvir já é um fardo. E as que ouvem acham lindo, mas se retraem quando pedimos dicas do que fazer.</p>
<p>Ou seja, o tipo de oferta que todo mundo gosta, mas não quer saber de se preocupar com isso, ninguém quer spam, sacou? =P. Claro que este não é o nome oficial da pequenina, o próximo dono ficará encarregado disso.</p>
<p>Falando nisso, estamos procurando um lar para a spam. Subi <a href="http://www.flickr.com/photos/zauriel0906/sets/72157604522846534/" target="_blank">algumas fotos no Flickr</a> e Já divulgamos <a href="http://adotacao.blogspot.com/2008/04/filhotinha-quer-encher-sua-vida-de.html" target="_blank">no site da Nanci</a> (muito obrigado!) e vamos procurar outros sites de adoção. Durante a semana vou procurar outros lugares para divulgar: pet shops, veterinários&#8230; a <a title="The Clara Beauty Journal" href="http://www.claraquintela.com/blog/" target="_blank">Clara</a> também deu dicas boas que vamos aproveitar. Se vocês quiserem nos dar dicas, sintam-se à vontade, os comentários do post são pra isso mesmo.</p>
<p>Enfim, espero que possamos dar logo um novo lar para a spam. Enquanto isso ela fica conosco, sem ser indesejada por ninguém, mas sim com muito carinho e cuidado.</p>
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		<title>Você realmente é gentil com o que conhece?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 02:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe um hype na internet sobre &#8220;compartilhar conhecimento&#8221;. Cada &#8216;app novo&#8217; nosso de cada dia tem que ser algo extremamente flexível para mostrar o que sabemos, o que fazemos. Tudo tem que ser em prol do compartilhamento, do sharing. Mas tenho uma pulga atrás da orelha com essas coisas. A foto que ilustra este post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Compartilhar conhecimento? Sei... by Anderson Costa, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/zauriel0906/2377464931/"><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://farm4.static.flickr.com/3088/2377464931_3b949e40bb_m.jpg" alt="Compartilhar conhecimento? Sei..." width="240" height="180" /></a> Existe um hype na internet sobre &#8220;compartilhar conhecimento&#8221;. Cada &#8216;app novo&#8217; nosso de cada dia tem que ser algo extremamente flexível para mostrar o que sabemos, o que fazemos.  Tudo tem que ser em prol do compartilhamento, do <em>sharing</em>. Mas tenho uma pulga atrás da orelha com essas coisas.</p>
<p>A foto que ilustra este post me levou a refletir muito isso desde segunda-feira. É uma <a title="Site da revista" href="http://www.revistapiaui.com.br/" target="_blank">revista Piauí</a>, a edição deste mês. Jogada no lixo do banheiro de uma multinacional daqui de São Paulo. Tirei logo que vi a cena. Pensei: &#8216;porra, que emblemático isso&#8217;.</p>
<p>Não vou entrar no mérito de qualidade dos artigos da Piauí, senão vou entrar numa saara de debates que não me interessa. Meu ponto é o <strong>desperdício de conhecimento</strong>. O &#8216;cidadão&#8217; que fez isso pode não ter gostado da revista, e ele faz o que quiser com ela, afinal pagou pelo exemplar.</p>
<p>Mas ele tinha outras opções.</p>
<p>Por exemplo: ceder a revista a outra pessoa interessada. Ou mesmo emprestá-la a quem nunca a leu, ou quem poderia se interessar. Ou também quem não tem dinheiro para gastar com um exemplar desses.<br />
Ainda: doar a revista a uma biblioteca pública.</p>
<p>Longe de mim ditar o que você deve fazer com suas revistas. Mas gostaria de levar à reflexão. Este é um país cuja sociedade se cobra constantemente pela falta de educação e ensino de qualidade. Porém, a mesma socidade não fomenta uma cultura de compartilhar o que aprende com quem necessita. Essa mesma pessoa que jogou a revista fora deve ser alguém que se nega a ajudar um colega de trabalho quando o programa de e-mail dele trava. Ou o deixa falando besteira em uma reunião sobre alguns números que ele mesmo sabe de cor.</p>
<p>Não há gentileza.</p>
<p>Eu parto do princípio que todo conhecimento é válido. Se será necessário, é outra história. O lema deste blog não é por acaso. Sou um cara que busco coisas novas todo dia, conhecimentos diferentes. Mas busco compartilhar isso, dentro e fora do meu trabalho. Graças à internet, o alcance do que aprendemos é infinito. Mas também é cômodo. Adianta eu compartilhar com vocês <a href="http://www.google.com/reader/shared/08394657489505761089" target="_blank">minhas leituras no Google Reader</a> se não comento desses assuntos com meus colegas na hora do almoço? Ou jogo uma revista nova no lixo?</p>
<p>Não é à toa que consultorias de gestão de conhecimento estão em alta. As empresas estão pagando caro para despertar em seus colaboradores a disseminação do que eles conhecem, um ativo importantíssimo no mercado de hoje. É uma questão de <strong>cultura social.</strong> As pessoas só vão se ajudar através da sabedoria coletiva quando tiverem bons exemplos e se sentirem motivadas a isso. Não só no mundo online que nos dá muitas ferramentas para isso, mas no offline também. Não é porque o martelo existe que o marceneiro nasce, e sim porque existe a vontade de exercer a marcenaria.</p>
<p>É muito bom levar algo novo a pessoas que não conhecem algo. Quando alguém se predispõe a dar um curso em sua empresa sobre um assunto que vai agregar ao trabalho de todos, é <em>knowledge share</em> puro. Ou quando você junta revistas velhas em casa e encaminha para doação. Mesmo quando envia por email um link interessante que leu, ou uma informação importante. Sem prepotência, apenas&#8230; gentileza.</p>
<p>Não dá pra esperar que as pessoas tenham as mesmas reações que nós, é uma questão bem franciscana mesmo: &#8220;fazer o bem sem olhar a quem&#8221;. Há interesses envolvidos, lógico. Mas levar adiante o que aprendemos, não importa o valor do aprendizado, ajuda a construir uma <strong>cultura de dação</strong>, de entrega, de beneficiar o próximo.</p>
<p>Sem auto-ajudismo, lembre-se: <a title="Visite o museu virtual do Gentileza" href="http://oimpressionista.wordpress.com/museu-virtual-gentileza/" target="_blank">gentiliza gera gentileza</a>.</p>
<p>E vocês, o que acham?</p>
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		<title>Mais um motorista em São Paulo. U-hú.</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 15:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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		<description><![CDATA[Já contei que eu ainda não dirijo? Poizé. Sou daqueles transeuntes que chegou até os 27 anos feliz com sua condição de pedestre, sem nenhuma objeção. Só que a idade chegou e com ela muitos compromissos: família, namorada, amigos&#8230; dessa vez não dá pra passar batido sem fazer uso de um carro para locomoção. Então, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já contei que eu ainda não dirijo? Poizé. Sou daqueles transeuntes que chegou até os 27 anos feliz com sua condição de pedestre, sem nenhuma objeção. Só que a idade chegou e com ela muitos compromissos: família, namorada, amigos&#8230; dessa vez não dá pra passar batido sem fazer uso de um carro para locomoção. Então, lá vou eu tirar minha carta de motorista.</p>
<p>Eu considero que dirigir é uma coisa estressante, principalmente para quem vive em São Paulo, que agora <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL339589-5605,00-APOS+BATER+RECORDE+DUAS+VEZES+LENTIDAO+CAI+EM+SP.html">bate recordes de trânsito</a> todos os dias. Sempre tive essa impressão e muito dela me influenciou a não tirar minha carta. Vou virar motorista puramente por necessidade. Quem me dera pudesse ser um pedestre comum até o fim da vida. Doce ilusão.</p>
<p>E infelizmente estamos num país em que, por mais que as regras de trânsito sejam duras e as multas muito caras, os motoristas <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u372807.shtml">ainda não aprenderam a se comportar</a> devidamente. Cenário pior, impossível.</p>
<p>Pois bem, é nesse caos que eu vou virar motorista.</p>
<p>Estou no meio do processo, no começo das aulas práticas. Para mim não é algo tão difícil, mas a parte prática me assusta um pouco. Eu peguei poucas vezes em um volante, e mal sei controlar um carro. Vai ser como aprender algo do zero.</p>
<p>Percebi algumas coisas durante esse tempo, a maioria bem tristes. A mais cruel foi conhecer o domínio público de que o <a href="http://www.detran.sp.gov.br/">Detran</a> (que regula as normas de trânsito), em Sampa, é um dos órgãos públicos mais corruptos que existe. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fol/geral/ult29042000140.htm">Não é nada de novo</a>. Apesar da modernização pela qual o Detran passou nos últimos anos, pagar para comprar uma habilitação é uma conversa normal dentro das auto-escolas. E se há abertura para isso é com a conivência de funcionários corruptos do Detran. Até o momento ninguém me ofereceu nada do tipo.</p>
<p>Pelo pouco que entendi conversando com várias pessoas envolvidas no processo, todo dia despachantes e donos de auto-escola têm que &#8216;molhar&#8217; a mão de funcionários do Detran para que os processos de seus clientes consigam ser concluídos em tempo. Um selo num processo pode demorar uma semana para sair. Se o &#8216;café&#8217; for pago para o funcionário do Detran, pode sair na hora. Algo em torno de R$ 50 a 100 para um processo ser agilizado.</p>
<p>É ruim para quem quer trabalhar de maneira correta, mas a corrupção já está institucionalizada lá dentro: todos os despachantes se aproveitam desse esquema. E isso não ocorre só com processos e burocracia: um aluno que não passou no teste prático pode &#8216;comprar&#8217; uma aprovação, sem problemas. Estima-se que isso custe entre R$ 300 e 500, dependendo da auto-escola.</p>
<p>Passar pelo processo de tirar a habilitação é constatar e ter clara essa noção. Há corrupção no Detran, sim, e pior: por causa dela é que as coisas andam. Já imaginou se os despachos no Detran ocorressem sem essa &#8220;agilidade&#8221;? Uma carta poderia demorar mais de seis meses para sair.</p>
<p>É preciso refletir para entender porque isso acontece de forma tão escancarada. Os funcionários do Detran ganham pouco. Um <a href="http://www.detran.sp.gov.br/noticias/20060417.asp">edital de 2006</a> convocava para uma vaga de oficial administrativo, que oferecia R$ 510 de salário. Por aí você faz as contas: por que ganhar só R$ 510 de salário se eu posso ganhar R$ 100 quase toda semana extorquindo despachantes? Claro, já que todo mundo faz isso&#8230;</p>
<p>Uma CPI para investigar o Detran em SP <a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=5818">nunca saiu do papel</a>, e acho que não vai sair. Até porque acabar com a corrupção no Detran pode ser a mesma coisa que desativá-lo. É conivente manter essa roda de corrupção funcionando: as carteiras são compradas, os motoristas chegam às ruas com uma péssima formação, recebem multas altíssimas que acabam sendo pagas&#8230; ao Detran. Ciclo fechado. Não se mexe em time que está ganhando. Ou melhor, faturando.</p>
<p>Então.. já contei que vou tirar minha carta de motorista?</p>
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