Você adotaria um spam?

13 Apr 2008 Sobre bichos, cidadania, sociedade

[UPDATE: A história teve um final feliz, veja no último comentário. Obrigado a todos que comentaram e ajudaram de alguma forma!]

Este post não é para discutir a polêmica dos envios desenfreados de mensagens eletrônicas nem sobre a venda ilegal de mailings sem permissão dos cadastrados. Porém, inevitável falar de… spam.

Nesse fim de semana fiz uma analogia triste, mas necessária para entender como funciona o ser humano. Primeiro, conheçam o que eu e a Babi recebemos.

Esse é a spam, a cachorrinha que nós acolhemos no sábado. Ela foi encontrada pelo vizinho. O problema é que a chegada não foi vista com bons olhos, e por isso a coitada foi escurraçada da casa na base do espancamento. Ficamos tão indignados que pusemos a camaradagem de vizinhos de lado e abrimos o portão pra cadelinha. E lá ela ficou durante o findi inteiro. Agora ela está na casa da Babi, minha namorada, que vai tentar arranjar uma casa nova pra ela.

Ela aparenta ter uns 6 meses, por causa da dentição ainda por formar. É uma vira-lata, mas não tem jeito de ser cachorra de rua porque ela é bem comportada. Chegou com muita fome, comeu a ração da minha cachorra e mais uma boa porção de carne. Por conta dessa fome toda vamos levá-la no veterinário amanhã, para fazer todos os exames. Por ser novinha, ela adora brincar, está na fase de morder um bocado.

Porque o nome spam? Ela é bonitinha, uma graça… mas na hora de falar em levar pra casa, todo mundo desconversa. Até entendo que todos temos nossos problemas e eles já ocupam boa parte do nosso tempo, mas algumas pessoas se recusaram mesmo a ouvir a história. Parece que só ouvir já é um fardo. E as que ouvem acham lindo, mas se retraem quando pedimos dicas do que fazer.

Ou seja, o tipo de oferta que todo mundo gosta, mas não quer saber de se preocupar com isso, ninguém quer spam, sacou? =P. Claro que este não é o nome oficial da pequenina, o próximo dono ficará encarregado disso.

Falando nisso, estamos procurando um lar para a spam. Subi algumas fotos no Flickr e Já divulgamos no site da Nanci (muito obrigado!) e vamos procurar outros sites de adoção. Durante a semana vou procurar outros lugares para divulgar: pet shops, veterinários… a Clara também deu dicas boas que vamos aproveitar. Se vocês quiserem nos dar dicas, sintam-se à vontade, os comentários do post são pra isso mesmo.

Enfim, espero que possamos dar logo um novo lar para a spam. Enquanto isso ela fica conosco, sem ser indesejada por ninguém, mas sim com muito carinho e cuidado.



Compartilhar conhecimento? Sei... Existe um hype na internet sobre “compartilhar conhecimento”. Cada ‘app novo’ nosso de cada dia tem que ser algo extremamente flexível para mostrar o que sabemos, o que fazemos. Tudo tem que ser em prol do compartilhamento, do sharing. Mas tenho uma pulga atrás da orelha com essas coisas.

A foto que ilustra este post me levou a refletir muito isso desde segunda-feira. É uma revista Piauí, a edição deste mês. Jogada no lixo do banheiro de uma multinacional daqui de São Paulo. Tirei logo que vi a cena. Pensei: ‘porra, que emblemático isso’.

Não vou entrar no mérito de qualidade dos artigos da Piauí, senão vou entrar numa saara de debates que não me interessa. Meu ponto é o desperdício de conhecimento. O ‘cidadão’ que fez isso pode não ter gostado da revista, e ele faz o que quiser com ela, afinal pagou pelo exemplar.

Mas ele tinha outras opções.

Por exemplo: ceder a revista a outra pessoa interessada. Ou mesmo emprestá-la a quem nunca a leu, ou quem poderia se interessar. Ou também quem não tem dinheiro para gastar com um exemplar desses.
Ainda: doar a revista a uma biblioteca pública.

Longe de mim ditar o que você deve fazer com suas revistas. Mas gostaria de levar à reflexão. Este é um país cuja sociedade se cobra constantemente pela falta de educação e ensino de qualidade. Porém, a mesma socidade não fomenta uma cultura de compartilhar o que aprende com quem necessita. Essa mesma pessoa que jogou a revista fora deve ser alguém que se nega a ajudar um colega de trabalho quando o programa de e-mail dele trava. Ou o deixa falando besteira em uma reunião sobre alguns números que ele mesmo sabe de cor.

Não há gentileza.

Eu parto do princípio que todo conhecimento é válido. Se será necessário, é outra história. O lema deste blog não é por acaso. Sou um cara que busco coisas novas todo dia, conhecimentos diferentes. Mas busco compartilhar isso, dentro e fora do meu trabalho. Graças à internet, o alcance do que aprendemos é infinito. Mas também é cômodo. Adianta eu compartilhar com vocês minhas leituras no Google Reader se não comento desses assuntos com meus colegas na hora do almoço? Ou jogo uma revista nova no lixo?

Não é à toa que consultorias de gestão de conhecimento estão em alta. As empresas estão pagando caro para despertar em seus colaboradores a disseminação do que eles conhecem, um ativo importantíssimo no mercado de hoje. É uma questão de cultura social. As pessoas só vão se ajudar através da sabedoria coletiva quando tiverem bons exemplos e se sentirem motivadas a isso. Não só no mundo online que nos dá muitas ferramentas para isso, mas no offline também. Não é porque o martelo existe que o marceneiro nasce, e sim porque existe a vontade de exercer a marcenaria.

É muito bom levar algo novo a pessoas que não conhecem algo. Quando alguém se predispõe a dar um curso em sua empresa sobre um assunto que vai agregar ao trabalho de todos, é knowledge share puro. Ou quando você junta revistas velhas em casa e encaminha para doação. Mesmo quando envia por email um link interessante que leu, ou uma informação importante. Sem prepotência, apenas… gentileza.

Não dá pra esperar que as pessoas tenham as mesmas reações que nós, é uma questão bem franciscana mesmo: “fazer o bem sem olhar a quem”. Há interesses envolvidos, lógico. Mas levar adiante o que aprendemos, não importa o valor do aprendizado, ajuda a construir uma cultura de dação, de entrega, de beneficiar o próximo.

Sem auto-ajudismo, lembre-se: gentiliza gera gentileza.

E vocês, o que acham?



Hora de um post técnico, pra desenferrujar um pouco.

Eu sou um cara bem old school pra videogames. Não curto muito a geração nova, salvo alguns jogos. Passei a infância do lado de um Atari e a adolescência ao lado de Nintendinhos, Super Nintendos e Mega Drives. Adulto eu até joguei o Playstation 2, estava gostando, mas parei. Mas sempre acompanhei o mercado e os lançamentos. Jogar, mesmo, muito pouco. Sempre prezei mais a diversão do que os gráficos realistas. Não deixo de jogar um Halo de vez em quando, mas troco fácil por um Mario Kart.

Só recentemente voltei ao mundo dos games de maneiras mais prazeirosas: através do meu Nintendo DS adquirido no ano passado e do Xbox (modelo antigo) que pousa em casa.

Xbox antigo? sim, aquele velhão, anterior ao 360. Lembra dele? Tem um desses lá no meu quarto. E eu não troco por nada.

Sabe por que? Hoje, o Xbox antigo é extremamente customizável. Na mão de desenvolvedores, o aparelho velho virou um eficiente media center, com suporte a emulação de quase todas as plataformas anteriores a ele. Veja bem, o bold é necessário. Em só um videogame eu posso jogar Atari, Amiga, Commodore, Nintendo, Super Nintendo, Mega Drive, Master System, Game Boy, Neo Geo, Playstation e até jogos de fliperama! Ufa.

Como funciona? O Xbox deve estar destravado e com um HD instalado. No Mercado Livre não é difícil achar. Depois, instala-se o Media Center, que vai funcionar como o nome diz, gerenciando arquivos multimídia no seu Xbox ou qualquer micro ligado em rede. O sistema é poderoso: já vem com codecs para ler a maioria dos formatos de vídeo disponíveis através do drive de DVD do console, disco interno, rede local, USB e até internet. Também reproduz aúdio e exibe imagens, além de mostrar previsão do tempo, reproduzir SHOUTcasts, podcasts e servir como dashboard do console, iniciando outros aplicativos e jogos. Tudo controlado através do joystick do Xbox. Só não toca vídeos HDTV, porque o hardware não aguenta.

Em casa a configuração do bichinho está adicionada de um HD de 30GB. Que é o suficiente para armazenar vários fullsets (kits completos com as ROMs de todos os jogos já lançados) dos videogames. Esses sets você acha nos torrents da vida, procure por ‘fullset roms genesis’, por exemplo. E os emuladores você baixa do site XPort, de um desenvolvedor que infelizmente não toca mais o projeto, mas deixou o código-fonte dos emuladores aberto para qualquer um trabalhar em cima.

Aí é só transferir os programas através da dashboard. Fica algo parecido com as telas abaixo (gentilmente ‘chupinhadas’ do site Oitobits, que também ensina a instalar o Media Center).

Vocês não imaginam como é legal chegar em casa e escolher entre Super Mario 3, Sonic 2, River Raid, Marvel Super Heroes, Castlevania…

O ruim é que o Xbox só fica pra isso mesmo. A Microsoft já renovou o catálogo com o Xbox360, e não lança mais jogos novos para a plataforma antiga. Mesmo assim, se você achar um console desses por aí, recomendo a compra para manter uma estação de emulação old school em casa, fora as funcionalidades de media center. Por exemplo, eu baixo episódios de Lost e vejo logo depois na TV, pois o media center lê os arquivos em rede do meu PC. Não tem coisa melhor pra improvisar um Media Center no seu quarto.

Num outro dia eu comento minha experiência com o Nintendo DS.



Mais um motorista em São Paulo. U-hú.

6 Mar 2008 Sobre sociedade

Já contei que eu ainda não dirijo? Poizé. Sou daqueles transeuntes que chegou até os 27 anos feliz com sua condição de pedestre, sem nenhuma objeção. Só que a idade chegou e com ela muitos compromissos: família, namorada, amigos… dessa vez não dá pra passar batido sem fazer uso de um carro para locomoção. Então, lá vou eu tirar minha carta de motorista.

Eu considero que dirigir é uma coisa estressante, principalmente para quem vive em São Paulo, que agora bate recordes de trânsito todos os dias. Sempre tive essa impressão e muito dela me influenciou a não tirar minha carta. Vou virar motorista puramente por necessidade. Quem me dera pudesse ser um pedestre comum até o fim da vida. Doce ilusão.

E infelizmente estamos num país em que, por mais que as regras de trânsito sejam duras e as multas muito caras, os motoristas ainda não aprenderam a se comportar devidamente. Cenário pior, impossível.

Pois bem, é nesse caos que eu vou virar motorista.

Estou no meio do processo, no começo das aulas práticas. Para mim não é algo tão difícil, mas a parte prática me assusta um pouco. Eu peguei poucas vezes em um volante, e mal sei controlar um carro. Vai ser como aprender algo do zero.

Percebi algumas coisas durante esse tempo, a maioria bem tristes. A mais cruel foi conhecer o domínio público de que o Detran (que regula as normas de trânsito), em Sampa, é um dos órgãos públicos mais corruptos que existe. Não é nada de novo. Apesar da modernização pela qual o Detran passou nos últimos anos, pagar para comprar uma habilitação é uma conversa normal dentro das auto-escolas. E se há abertura para isso é com a conivência de funcionários corruptos do Detran. Até o momento ninguém me ofereceu nada do tipo.

Pelo pouco que entendi conversando com várias pessoas envolvidas no processo, todo dia despachantes e donos de auto-escola têm que ‘molhar’ a mão de funcionários do Detran para que os processos de seus clientes consigam ser concluídos em tempo. Um selo num processo pode demorar uma semana para sair. Se o ‘café’ for pago para o funcionário do Detran, pode sair na hora. Algo em torno de R$ 50 a 100 para um processo ser agilizado.

É ruim para quem quer trabalhar de maneira correta, mas a corrupção já está institucionalizada lá dentro: todos os despachantes se aproveitam desse esquema. E isso não ocorre só com processos e burocracia: um aluno que não passou no teste prático pode ‘comprar’ uma aprovação, sem problemas. Estima-se que isso custe entre R$ 300 e 500, dependendo da auto-escola.

Passar pelo processo de tirar a habilitação é constatar e ter clara essa noção. Há corrupção no Detran, sim, e pior: por causa dela é que as coisas andam. Já imaginou se os despachos no Detran ocorressem sem essa “agilidade”? Uma carta poderia demorar mais de seis meses para sair.

É preciso refletir para entender porque isso acontece de forma tão escancarada. Os funcionários do Detran ganham pouco. Um edital de 2006 convocava para uma vaga de oficial administrativo, que oferecia R$ 510 de salário. Por aí você faz as contas: por que ganhar só R$ 510 de salário se eu posso ganhar R$ 100 quase toda semana extorquindo despachantes? Claro, já que todo mundo faz isso…

Uma CPI para investigar o Detran em SP nunca saiu do papel, e acho que não vai sair. Até porque acabar com a corrupção no Detran pode ser a mesma coisa que desativá-lo. É conivente manter essa roda de corrupção funcionando: as carteiras são compradas, os motoristas chegam às ruas com uma péssima formação, recebem multas altíssimas que acabam sendo pagas… ao Detran. Ciclo fechado. Não se mexe em time que está ganhando. Ou melhor, faturando.

Então.. já contei que vou tirar minha carta de motorista?



A música do seu tempo

29 Feb 2008 Sobre cultura, música

Pelo blog do amigo Luiz Yassuda fiquei sabendo da existência de supostas músicas de um volume 3 do Tim Maia Racional. Ouvi e achei bacana. E me dei conta de uma coisa: não fiquei esperando 3 meses até Tim Maia gravar, soltar alguns previews das músicas em shows, vazar um MP3 do single e xingar a crítica especializada. Hoje o que fode é essa expectativa que se cria por algo novo no mainstream. E no underground também, que está deixando o lado ‘under’ faz tempo. Foi lá, na hora, sem pressa. Como uma virgindade bem guardada.

Teve uma época em que eu era um rato de músicas novas. Caçava tudo, ia atrás de blogs e comunidades do Orkut atrás de novidades. Não me aquietava em não saber do novo hype depois de todo mundo. Cheguei a manter 60GB de músicas no meu HD.

Que cara agoniado eu era. Hoje penso diferente. Tanto é que meu MP3 player tem 70% de músicas que eu já conheço e não canso de ouvir.

Na verdade o conceito de ‘novo’ mudou na minha cabeça. Pra mim, o novo não é mais o que será lançado amanhã, mas sim o que eu não conheço. Por exemplo, descobrir a obra completa dos Beatles depois de velho foi como descobrir uma banda nova a qual eu me apaixonei. E tem tantas outras coisas por aqui que eu não conheci ainda. Nossa produção musical é absurdamente grande.

Isso também me deixou mais humilde na minha rotina de conhecimento musical. Não adianta esperar com ansiedade uma música nova porque a chance de desilusão no primeiro momento é quase certa. Toda música tem o seu tempo de ser ouvida. O In Rainbows, do Radiohead, por exemplo, eu só comecei a escutar direito agora. Porque na época eu ouvi e achei chato. Verdade. Agora dei uma segunda chance ao álbum, e está descendo bem melhor.

Hoje sou mais desencanado com isso. Ainda não descuido das novidades musicais, mas moderei bastante a sede ao pote. Ultimamente uso o Hype Machine, o Last.fm e o MySpace para essas descobertas. Mas por conviver melhor com o conceito de ‘novo’ minha expectativa diminuiu bastante, e agora consigo curtir melhor as coisas novas que descubro. Percebi que a música tem seu tempo, seu momento.

E sim, eu mandei os hypes pro inferno. Não adianta forçar, quando chegar no ouvido naturalmente vai ser bem mais gostoso.

****************

Ainda nessa linha de pensamento, acho que foi legal o revival dos anos 80 pelo qual passamos recentemente. Me lembro que naquela época as pessoas não estavam com muito saco para produzir trabalhos novos, e quando redescobriram a trasheira da década passada perceberam que aquelas músicas ainda guardavam muitas recordações boas, que mereciam ser revividas. Vimos muita tosqueira, é verdade, mas dançamos e cantamos como se fosse a novidade da vez. Vi comunidades virtuais se renderem aos anos 80 de forma tão latente que baladas surgiram só pra isso, como a Trash 80’s e o Darta Jones, em São Paulo.

Lógico, o movimento diminuiu, mas cumpriu seu papel: estimular a revisão do passado para pensar melhor o futuro (bonito isso, né?).



O começo de minha odisséia mobile

25 Feb 2008 Sobre tecnologia

No começo do ano, disse a mim mesmo que não faria gastos desnecessários ou supérfluos. O discurso veio água abaixo. Literalmente, pois meu celular, um Motorola V3i, caiu na privada.

Eu sei. Nojento.

E o custo para consertá-lo ia ser mais caro do que o custo/benefício de um aparelho novo. Então decidi sair atrás de um aparelho novo. Eu já vinha namorando o HTC Touch tempos atrás, mas eram apenas devaneios consumistas. Ignorei o devaneio e fui pra realidade. Após chorar muito na minha operadora e ganhar um belo desconto, o HTC já era uma meta mais real. E se materializou nas minhas mãos há quase um mês.

Foto do HTC Touch

Um dos diferenciais para escolher o aparelho foi usufruir de conexão Wi-Fi e o teclado QWERTY, mesmo que seja touchscreen. Não queria depender de planos de dados, mesmo os 3G, por mais velozes que sejam, por causa do custo embutido. E até hoje não me acostumei com o teclado dos celulares normais para digitar mensagens grandes, era um cata-milho desgraçado. Fora isso, reconheço que os reviews e dicas da Bia Kunze, a Garota Sem Fio, me influenciaram bastante. Bia escreve muito bem sobre o mundo mobile, é leitura mais que recomendada.

Como ele é touchscreen, fiquei um pouco perto da sensação de um iPhone. Mas não chega a ser um concorrente, o foco do Touch é outro, mais genérico. Por isso ele usa o Windows Mobile 6 como sistema operacional (sim, também tem windows em celular). Ele não tem um processador tão rápido (100mhz, pouco para um smartphone que oferece tudo isso), mas meu interesse maior não é fazer tudo ao mesmo tempo, e sim usufruir em uma necessidade ou outra.

O mais legal de ter um smartphone é ver como a vida pode ganhar em produtividade. Graças ao NewsGator, por exemplo, posso ler meus feeds preferidos no metrô! É só sincronizar o serviço por wi-fi antes de sair de casa. E meus compromissos são sincronizados com a Agenda do Google, graças ao GCalendarSync. Ou ainda posso publicar minhas fotos do Touch diretamente no Flickr, via Shozu. Só não achei um programa legal para usar o Twitter (testei o fring, mas não me agradou).

Ou seja, muito do que eu fazia na frente de um monitor LCD passou pro Touch, e com isso ganho tempo precioso do dia para fazer outras coisas. É a tal da produtividade tão alardeada pelas propagandas de smartphones. Se você é um profissional que precisa de mobilidade, é uma ótima pedida. Até a parte multimídia é legal, pois o Windows Media Player e o Gerenciador de áudio dão conta do recado. Ah, quase esqueci: ele também fala :) o telefone é muito bom.

Enfim, funciona. Mas tem uns poréns. Ouvir música? Não por muito tempo, nenhum smartphone aguenta a carga, dá pra ouvir no máximo por umas 3 horas antes que a bateria fique nos 50%. Wi-fi também consome muita bateria, e aí o Touch se iguala aos notebooks em consumo de energia. Contanto que você tenha uma base de recarga em casa e o carregador na mochila, não vai ficar na mão.
Por enquanto a vida com ele vai muito bem, obrigado. Consigo usufruir de conexões wi-fi tanto aqui no trabalho quanto em casa. Mesmo nos hotspots da Vex ele se comporta bem. E ele é pequeno e discreto, quase do mesmo tamanho que meu antigo V3i.

Algumas dicas bacanas de um usuário novato:

  • Se você tem um Touch mas ainda tem inveja do iPhone, tem um executável que deixa sua interface igualzinha a do iPhone. Faça por sua conta e risco (e mande fotos!)
  • O teclado do Touch já é bacana, mas se você quiser algo menor e mais confortável, tem o PocketCM (outra dica da Bia).
  • Ele aceita cartões MicroSD já no padrão SDHC, ou seja, de 1 a 8GB a mais de memória é possível (até o momento, 8GB é o limite que existe no mercado). Vale a pena investir em um cartão com capacidade maior se você vai levar muitos dados no smartphone.

Se eu achar mais algum programinha ou dica legal falo por aqui.

A vida mobile é realmente interessante.



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