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	<title>Entendendo o Mundo &#187; beatles</title>
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	<description>Blog de Anderson Costa</description>
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		<title>O trailer de Beatles Rock Band</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 03:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porque eu preciso jogar isso! E ganhar muito dinheiro pra comprar o jogo completo, com bateria do Ringo e tudo! =D]]></description>
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<p>Porque <strong>eu preciso</strong> jogar isso! E ganhar muito dinheiro pra comprar o jogo completo, com bateria do Ringo e tudo! =D</p>
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		<title>A música do seu tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 14:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pelo blog do amigo Luiz Yassuda fiquei sabendo da existência de supostas músicas de um volume 3 do Tim Maia Racional. Ouvi e achei bacana. E me dei conta de uma coisa: não fiquei esperando 3 meses até Tim Maia gravar, soltar alguns previews das músicas em shows, vazar um MP3 do single e xingar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo <a href="http://yassuda.org/blog/2008/02/27/tim-maia-racional-vol-3/" target="_blank">blog do amigo Luiz Yassuda</a> fiquei sabendo da existência de supostas músicas de um volume 3 do Tim Maia Racional. Ouvi e achei bacana. E me dei conta de uma coisa: não fiquei esperando 3 meses até Tim Maia gravar, soltar alguns previews das músicas em shows, vazar um MP3 do single e xingar a crítica especializada. Hoje o que fode é essa expectativa que se cria por algo novo no mainstream. E no underground também, que está deixando o lado &#8216;under&#8217; faz tempo. Foi lá, na hora, sem pressa. Como uma virgindade bem guardada.</p>
<p>Teve uma época em que eu era um rato de músicas novas. Caçava tudo, ia atrás de blogs e comunidades do Orkut atrás de novidades. Não me aquietava em não saber do novo hype depois de todo mundo. Cheguei a manter 60GB de músicas no meu HD.</p>
<p>Que cara agoniado eu era. Hoje penso diferente. Tanto é que meu MP3 player tem 70% de músicas que eu já conheço e não canso de ouvir.</p>
<p>Na verdade o conceito de &#8216;novo&#8217; mudou na minha cabeça. Pra mim, o novo não é mais o que será lançado amanhã, mas sim o que eu não conheço. Por exemplo, descobrir a obra completa dos Beatles depois de velho foi como descobrir uma banda nova a qual eu me apaixonei. E tem tantas outras coisas por aqui que eu não conheci ainda. Nossa produção musical é absurdamente grande.</p>
<p>Isso também me deixou mais humilde na minha rotina de conhecimento musical. Não adianta esperar com ansiedade uma música nova porque a chance de desilusão no primeiro momento é quase certa. Toda música tem o seu tempo de ser ouvida. O <a href="http://www.inrainbows.com/" target="_blank">In Rainbows</a>, do Radiohead, por exemplo, eu só comecei a escutar direito agora. Porque na época eu ouvi e achei chato. Verdade. Agora dei uma segunda chance ao álbum, e está descendo bem melhor.</p>
<p>Hoje sou mais desencanado com isso. Ainda não descuido das novidades musicais, mas moderei bastante a sede ao pote. Ultimamente uso o <a href="http://hypem.com" target="_blank">Hype Machine</a>, o <a href="http://www.last.fm" target="_blank">Last.fm</a> e o <a href="http://br.myspace.com" target="_blank">MySpace</a> para essas descobertas. Mas por conviver melhor com o conceito de &#8216;novo&#8217; minha expectativa diminuiu bastante, e agora consigo curtir melhor as coisas novas que descubro. Percebi que a música tem seu tempo, seu momento.</p>
<p>E sim, eu mandei os hypes pro inferno. Não adianta forçar, quando chegar no ouvido naturalmente vai ser bem mais gostoso.</p>
<p>****************</p>
<p>Ainda nessa linha de pensamento, acho que foi legal o revival dos anos 80 pelo qual passamos recentemente. Me lembro que naquela época as pessoas não estavam com muito saco para produzir trabalhos novos, e quando redescobriram a trasheira da década passada perceberam que aquelas músicas ainda guardavam muitas recordações boas, que mereciam ser revividas. Vimos muita tosqueira, é verdade, mas dançamos e cantamos como se fosse a novidade da vez. Vi comunidades virtuais se renderem aos anos 80 de forma tão latente que baladas surgiram só pra isso, como a <a href="http://www.trash80s.com.br/" target="_blank">Trash 80&#8242;s</a> e o <a href="http://www.dartajones.com.br/" target="_blank">Darta Jones</a>, em São Paulo.</p>
<p>Lógico, o movimento diminuiu, mas cumpriu seu papel: estimular a revisão do passado para pensar melhor o futuro (bonito isso, né?).</p>
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		<title>1968, 40 anos depois</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 23:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Tá rolando um baita burburinho nos meios de comunicação sobre 1968. Claro, em 2008 comemoram-se 40 anos daquela época que mudou pra sempre o conformismo e a capacidade de revolução do homem. E não, isto não é um manifesto esquerdista. Tenho uma simpatia pelo ano de 68. Não vivi aquela época, mas todo jornalista carrega [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2008/01/ditadura_passeata.jpg" alt="Passeata dos 100 mil, em 1968" /></p>
<p>Tá rolando um baita burburinho nos meios de comunicação sobre 1968. Claro, em 2008 comemoram-se 40 anos daquela época que mudou pra sempre o conformismo e a capacidade de revolução do homem. E não, isto não é um manifesto esquerdista.</p>
<p>Tenho uma simpatia pelo ano de 68. Não vivi aquela época, mas todo jornalista carrega um pouco de ranço pela perseguição empregada à mídia que aprendemos na faculdade. Tanto é que<a href="http://www.lembrareresistir.kit.net" title="Lembrar é Resistir" target="_blank"> meu TCC</a> herdou bastante disso, mas conseguimos chegar até lá mais imparciais. Já fui mais esquerdista, hoje sou algo meio indefinido, perto do centro.</p>
<p>Por ter pesquisado a fundo 68 e os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anos_de_chumbo" title="Consulte na Wikipedia" target="_blank">Anos de Chumbo</a>, ainda acompanho o tema de perto. Nesta semana li <a href="http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo/Artigo/exibir.ssp?artigoId=80894&amp;secaoId=5990&amp;edicao=503" title="1968: o ano das transformações" target="_blank">a matéria da Revista Época</a> e estou devorando <a href="http://compare.buscape.com.br/sgt-pepper-s-lonely-hearts-band-heylin-clinton-9788576162728.html?pos=1" title="Pesquise preços no BuscaPé" target="_blank">o livro sobre Sgt. Pepper&#8217;s Lonely Hearts Club Band</a>, a contribuição mais importante e sintetizada dos Beatles para a música pop. E desse livro tiro uma citação do prefácio, muito bacana, que traz uma reflexão sobre esse saudosismo todo dos anos 60:</p>
<blockquote><p>Em seu livro Revolution in the Head, o jornalista Ian MacDonald afirma sem rodeios: &#8220;Qualquer um que não tenha tido a sorte de ter entre 14 e 30 anos em 1966-67 jamais conhecerá a comoção vivida durante esses anos na cultura popular&#8221;. Como alguém que viveu essa mesma &#8220;comoção&#8221; mencionada por ele no auge do punk, considero a visão de MacDonald das mais arrogantes, pra não dizer egoísta (&#8220;Eu estava lá e você não estava&#8230; na na na na na-na&#8230;&#8221;). &#8220;Comoção&#8221; é algo muito subjetivo, e a nostalgia pela juventude seja a dos tempos hippies de MacDonald ou a das noites bêbadas de Legs Mcneil no Bowery, não nos diz nada sobre o ambiente, a não se que <em>eles</em> se divertiram. A criatividade que saiu em disparada quando a jaula do decoro se abriu é o que me interessa aqui (ali e em todo lugar). Socioólogos, saiam pela porta onde se lê a placa &#8220;Cães Ferozes&#8221;.</p></blockquote>
<p>Partindo desta citação, pensei comigo mesmo o quanto ainda estamos endeusando esta época e esquecendo de responder perguntas básicas sobre ela: qual sua real dimensão sobre a cultura? O quanto ela influenciou a política e a sociedade? Qualquer reposta será um chute próximo, mas não certeiro. Pra cada um os anos 60 tem uma importância diferente. Se para nós, jornalistas, o período foi de união e inteligência contra a censura, para outros foi a chance de pegar em armas por um motivo qualquer,  de ambos os lados.</p>
<p>Culturalmente, estamos nos aproximando de um entendimento mais sólido sobre 1968. Socialmente, ainda apanhamos por carregar ranços das brigas ideológicas que não nos deixam refletir sabiamente e deixar um registro digno para as gerações futuras. Tive essa noção desde a época do meu TCC, mas não consegui ampliar essa visão o quanto queria no resultado final. Tinha até a ambição de continuar um estudo futuro sobre isso, mas no momento não me vem a vontade.</p>
<p>Uma coisa eu sei: 1968 (e 67, também, vá lá) foi o decreto final para que a humanidade finalmente contestasse mais e aceitasse menos. Se hoje temos uma democracia nova, engatinhando se comparada aos 100 anos de república dos EUA, é porque houve um manifesto contra o que estava estabelecido.</p>
<p>A principal lição que fica: não gostou, reclame.</p>
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