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	<title>Entendendo o Mundo &#187; the blues</title>
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	<description>Blog de Anderson Costa</description>
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		<title>[The Blues] Acabei de assistir &#8220;Warming by the Devil&#8217;s Fire&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 00:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos àquela clássica explicação: reconheço, não blogo aqui faz tempo. Ensaiei voltar e não deu muito certo. A vida mudou de lá pra cá. Agora trabalho em casa e gerencio meu próprio tempo. Só nas últimas semanas consegui colocar as coisas mais em ordem. O que me deu um tempo para assistir um box de DVDs que há muito tinha comprado mas nem tinha saído do plástico: a coletânea de documentários <a title="Site oficial" href="http://www.pbs.org/theblues/" target="_blank">The Blues</a>, de Martin Scorsese.</p>
<p><a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image001.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image001" border="0" alt="image001" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image001_thumb.jpg" width="584" height="389" /></a> </p>
<p>Na verdade a série The Blues, que foi ao ar somente na rede americana PBS, não é obra somente de Scorsese. Ele apenas supervisionou a direção de seis dos filmes e dirigiu um deles. A idéia é cada um dos diretores dar a sua perspectiva sobre o blues, não importa o quanto documental ou ficcional seja e com seu próprio estilo. O fio que guia todos os filmes é entender como o blues se transformou em uma linguagem universal e influenciadora de tantas outras coisas a seguir. A série gerou tanta repercussão nos EUA que até um programa educacional foi criado para levar a história do blues para as escolas. Também pudera, o blues é o berço de praticamente toda a música americana do século 20.</p>
<p>A série saiu em DVD no Brasil pela Focus Filmes e reunida em dois tipos de boxes: <a title="disponível na Livraria Cultura" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=5076864&amp;sid=9781631771189735885086311&amp;k5=67E5086&amp;uid=" target="_blank">um de madeira, lançado recentemente</a>, e uma lata feita com exclusividade para venda na Livraria Cultura. É essa que eu tenho. Acho que agora só tem o box de madeira pra vender. Nem preciso dizer: recomendadíssimo.</p>
<p><a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/IMAG0363.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Foto da minha lata aberta" border="0" alt="Foto da minha lata aberta" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/IMAG0363_thumb.jpg" width="385" height="294" /></a></p>
<p>Quando comecei a ver o primeiro filme, percebi que a lata ficou muito tempo fechada e eu devia ter assistido os filmes antes. É uma preciosidade. Por isso resolvi desenferrujar o meu blog para falar de cada um dos 7 filmes da lata. Eu gosto de blues, mas não conheço tão profundamente a história do ritmo. Por isso escrever também será um ato de aprendizado pós-filme. Pode ser até que no review do 7o. filme eu mude completamente de idéia. Vamos ver no que vai dar. Vou tentar assistir pelo menos um dos filmes por semana e contar aqui as minhas impressões de cada um.</p>
<p>O primeiro que tirei da lata foi &quot;<a href="http://www.pbs.org/theblues/aboutfilms/burnett.html" target="_blank">Warming by the Devil’s Fire</a>” (“Se aquecendo pelo fogo do diabo”), do cineasta Charles Burnett. É um misto de ficção com realidade: Durante a década de 50, um garoto se muda para o Mississipi para passar uns dias com seu tio, um fã ardoroso de Blues. Ele o leva para conhecer alguns de seus amigos e lhe apresenta os mais diversos blues antigos e suas histórias. O filme foca nas tensões de geração entre a raiz gospel do blues e as ligações diabólicas (como o pacto que Robert Johnson teria feito com o diabo para tocar melhor, por exemplo). Isso se mostra também quando o garoto, de origem católica, se confronta com o estilo de vida boêmio do tio. </p>
<p><a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image020.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image020" border="0" alt="image020" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image020_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image005.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image005" border="0" alt="image005" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image005_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image006.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image006" border="0" alt="image006" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image006_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image007.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image007" border="0" alt="image007" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image007_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image008.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image008" border="0" alt="image008" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image008_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image009.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image009" border="0" alt="image009" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image009_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image011.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image011" border="0" alt="image011" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image011_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image012.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image012" border="0" alt="image012" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image012_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image014.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image014" border="0" alt="image014" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image014_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image015.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image015" border="0" alt="image015" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image015_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image016.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image016" border="0" alt="image016" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image016_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> <a href="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image018.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="image018" border="0" alt="image018" src="http://www.andersoncosta.org/blog/wp-content/uploads/2009/08/image018_thumb.jpg" width="242" height="162" /></a> </p>
<blockquote><p><strong><em>“O Blues tem que vir da verdade. Se não for verdade, não é blues.”</em></strong></p>
<p><em>Son House</em></p>
</blockquote>
<p>O filme tem dezenas de cenas de arquivo que eu jamais pensei que existissem. Me chamaram a atenção em especial as de Son House, autor dessa peculiar frase acima, e a de Elizabeth Cotten, uma tiazinha que naquela época já tocava o violão numa espécie de posição “slide”. Conheci também a história de Mamie Smith, a primeira a gravar um blues vocal. E tem uma performance curta de John Lee Hooker cantando a clássica “Boom Boom”. </p>
<p>É legal conhecer os lados bons e maus do blues. No final das contas nos sentimos como o garoto, que na viagem conhece não só uma realidade completamente diferente, mas um ritmo e um estilo de vida que intrigam e atraem. A ligação com o demônio e a igreja é intensificada pela liga da história, quando o garoto vai entendendo e ligando os pontos do que acontece com o povo que sofre com o trabalho duro, mas quer se fazer entender pela música. </p>
<p>Charles Burnett, o diretor, <a title="entrevista com o diretor" href="http://www.pbs.org/theblues/aboutfilms/burnettinterview.html" target="_blank">explica que</a> não há nada de autobiográfico no filme, mas sim algumas experiências que viveu. Nas palavras do diretor:</p>
<blockquote><p>“O blues engloba todas as emoções: as pessoas escutam blues porque ele te conecta aos seus instintos básicos. E dialoga com as circunstâncias do povo negro naquela época. Quando você observa a atmosfera que cerca o blues – racismo, trabalho duro e pouco para mostrar: exploração, humilhação e a vida explodindo em fagulhas, onde tiros e lutas de faca eram comuns – você tem um retrato da sobrevivência e da vontade de viver e de se auto-destruir ao mesmo tempo.“</p>
</blockquote>
<p>Isso é legal em um documentário. Muita gente pode torcer o nariz pela ficção embutida, mas eu gosto. A história tem o papel de fio condutor e te guia mais facilmente pelos fatos todos do que um documentário corrido, onde se cospem datas a todo momento. </p>
<p>Bom, sobre o primeiro filme é isso. Ah, eu não vou assistir os filmes na sequência correta, pois acredito que não há necessidade. Quando eu ver o próximo, volto aqui.</p>
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