MyTimes: ferramenta e usuário velhos, possibilidades novas

28 August, 07 por anderson

Meses atrás, eu zoava o Twitter. “coisa de desocupado, eu lá tô interessado em falar o que eu faço toda hora…” e hoje tenho um Twitter para o Som no Blog. Hoje, lendo um post do The Bivings Report, percebi como minha percepção de tendência mudou um bocado.

Não sei se vocês perceberam, mas o site do jornal The New York Times inaugurou um novo serviço, o MyTimes. É muito similar à serviços como o NetVibes e o PageFlakes: você customiza uma página apenas com o que te interessa dentro do NY Times: editorias, quadrinhos, colunas, e RSS de outros blogs.

Não é nada de novo. Inclusive, nem tão poderoso quanto os outros serviços. Poderia passar batido como mais do mesmo. Mas a diferença é: um jornal tradicional está fazendo isso. Está deixando seus leitores ditarem o que é mais importante, o que é manchete, o que deve estar em suas páginas principais. Fora o valor agregado que isso traz para o leitor, que ganha um serviço diferenciado. Não há concorrentes porque o serviço não existe em nenhum outro site de periódico.

“Ah, mas eu posso fazer isso com o NetVibes”… pode. Mas imagina quem nem conhece NetVibes ou coisas do gênero. É legal quando as grandes mídias começam a massificar essas novas tendências. A coisa sai do âmbito ‘rodinha de tecnologia’ e toma outros ares. Afinal, quando um jornal lança uma coisa nova e dá certo, o passo seguinte é a cópia. As Tags do Estadão que o digam (sem ressentimentos…rs): já é um recurso muito usado lá fora

E também não é uma cartada filantrópica: com este serviço, o NY Times pode descobrir com muito mais rapidez e facilidade o que seu leitor realmente busca.

Pode ser o começo do ensaio para o que os jornais realmente farão daqui a uns 20 anos.

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