30 November, 07 por anderson
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29 November, 07 por anderson
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28 November, 07 por anderson
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27 November, 07 por anderson
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09 November, 07 por anderson
O pessoal do SmellyCat vai me bater, mas eu gostei tanto do conteúdo deles que me animei pra falar de um DVD que gosto bastante. Claro, de animação.
A caixinha em questão faz parte da coleção Walt Disney Treasures. São DVDs duplos só com compilações de clássicos da Disney, com todo o trato merecido: entrevistas, making ofs, caixa metálica… tudo feito para colecionador mesmo. Inclusive, em alguns casos, com material nunca antes lançado oficialmente. A coleção saiu no Brasil também, mas apenas com uma parte do acervo. Se você achar compre porque vale a pena.
Pra mim uma das peças mais interessantes dessa coleção é Walt Disney on the Front Lines. Um DVD duplo com a coletânea de todos os desenhos da Disney que foram feitos na época da 2ª Guerra Mundial. São 32 curtas, um longa e muito material extra.
O interessante é que esse material seria algo do qual a Disney não poderia se orgulhar de ter. Durante a Segunda Guerra Mundial, os desenhos animados não foram usados somente como uma maneira bem-humorada de elevar o moral das tropas. Eles também auxiliaram no alistamento voluntário ou incutiram a necessidade de economia ou a compra de fundos para a guerra. Fora aqueles desenhos mais difamadores e de linguagem pesada. Porém, eles lançaram, e com uma apresentação detalhada dos episódios por Leonard Maltin (uma espécie de Rubens Ewald Filho dos EUA).
Bacana a atitude deles de preservar este material até por uma questão histórica. Walt Disney sempre foi um colaborador ferrenho do governo americano e do FBI, tanto como consultor como dedo-duro de artistas envolvidos com o comunismo. Por conta dessa aproximação, Disney foi convidado pelas Forças Armadas dos EUA para produzir desenhos animados de treinamento para os soldados. Em seguida, começou a fazer filmes de propaganda militar, nos quais utilizava principalmente seus personagens mais conhecidos. É este material que recheia os dois DVDs, além de depoimentos de quem participou daquelas produções e material explicativo. Para os cinéfilos foi a grande chance de ver desenhos que há muito tempo eram apenas vídeos na internet em baixa qualidade (quando escapavam da censura e da caça à arquivos ilegais).
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08 November, 07 por anderson

Você pode não gostar da Banda Calypso. Pode não ir com a cara do tecnobrega nem curtir nada do que toca fora do seu eixo musical. Mas precisamos dar a cara pra bater: os caras conseguiram redefinir o modelo de negócio da música antes mesmo de qualquer país.
Pesquisa do Datafolha encomendada pela F/Nazca realizada em março de 2007 detalha quem são os artistas mais escutados no Brasil. Confira a pesquisa completa ou veja o gráfico abaixo:

A novidade aí é a seguinte: A Banda Calypso domina estes números sem nenhum contrato com grandes gravadoras.
Surpreendente, não? Não pra muita gente. É só viajar um pouco pelo país para se perceber como é forte a presença de bandas que não tocam nas grandes emissoras de rádio. Bandas como Calypso, Calcinha Preta e Aviões do Forró já disputam a preferência junto à medalhões como Zezé di Camargo e Luciano.
Tem uma variável bem interessante no meio disso tudo: a liberdade que a banda Calypso adquiriu fora das gravadoras. Agora eles mesmos são os empresários, os diretores de show, os donos da gravadora que montaram, os marketeiros… Coisas que as bandas antigamente não se preocupavam, afinal era só subir no palco e dar show que os managers cuidavam do resto.

Um modelo que a Madonna adotou recentemente quando abandonou sua gravadora da carreira inteira, a Warner Music. Agora ela é sua própria empresária e promotora. Não sei se ela se inspirou no modelo de Chimbinha e Joelma, mas quando uma figura importante da música internacional dá uma guinada dessas, é de se pensar o que será do futuro da indústria musical.
Aliás, muita gente acha que modelos como o de Madonna e o da Banda Calypso são um desvio no que está pra acontecer. Eu acho o contrário. Cada vez mais o que conta é o dinheiro do show, e não o das vendas de CD. Mesmo em uma época onde nunca se consumiu música como antes. Então, cabe ao artista gerenciar de perto o que pode acontecer e ficar perto dos seus fãs, garantindo sempre uma boa experiência musical.