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No balanço de 2008

01 January, 08 por anderson

Ano Novo estilo 2.0!

fonte: Orli Yakuel

Uma das minhas promessas nesta noite de ano novo foi ser mais blogueiro. Não pra me provar nerd nem nada disso, mas pra recuperar uma coisa que eu sempre gostei. Escrever, falar com gente, comunicar. Melhor começar logo antes que eu não consiga cumprir a promessa, né?

Passei a noite da virada aqui no Ipiranga, na casa da namorada. Deu pra ver a queima de fogos de cima da laje, como todo bom paulistano morador de sobrado. O churrascão do sogro deu e sobrou. Foi divertido!

Mais divertido ainda foi constatar que estamos viciados em Elite Beat Agents. Lembra aqueles tapetes de dança dos videogames? É parecido, mas os passos são marcados com a caneta do DS. Várias músicas famosas, como “ABC”, “Let’s Dance“, Jumpin Jack Flash”, “YMCA“… é viciante. Dá pra entender porque Guitar Hero e outros jogos musicais fazem um puta sucesso.

Telas do jogo Elite Beat Agents

Bom, agora estamos arrumando as malas. Viajo pra Ilhabela amanhã, e só volto na segunda. Na pousada tem wi-fi (pelo menos foi o que anunciaram), então o twitter vai ficar bem agitado. Falando nisso, alguém tem dicas boas sobre a ilha? Peguei bastante informação, mas dicas nunca são demais.

Intercon 2007: Gustavo Fortes

30 October, 07 por anderson

Intercon 2007

Neste fim-de-semana participei do InterCon 2007. O evento é um panorama sobre as principais tendências do mercado de internet e marketing digital. E levou pra lá muitas cabeças pensantes da web brasileira.

A caneta distribuída no evento, feita de papel reciclado.

Participei cobrindo a primeira palestra sobre Guerrilha e Viral nos tempos de Internet, com Gustavo Fortes, da agência Espalhe. Junto comigo estava outro blogueiro, o Getulio Marques, do Vale9conto.

Para quem não sabe, marketing de guerrilha é uma categoria do marketing que trabalha com outras mídias que não sejam as habituais. Na maioria das vezes tem um baixo orçamento à disposição e se espalha rapidamente com a viralização, o boca-a-boca e divulgação em redes sociais.

Gustavo começou falando de como o crowdsourcing e outsourcing revolucionaram o conteúdo criado pelo usuário. E apontou falhas no mercado publicitário em tardar a entender esse fenômeno. “O discurso da propaganda está falho. A propaganda diz que (o produto anunciado) é melhor, mas qual a referência? Esse discurso não funciona mais com a existência da internet”, declarou.

Gustavo também explicou melhor o conceito de marketing de guerrilha: “Eu acredito no conceito de guerrilha bélica: pequenos grupos com poucas armas mas um profundo conhecimento do campo de batalha. Trazendo isso pro marketing, a inovação e a criatividade vem junto.” Mas gerar barulho por barulho, somente? “Tem muito barulho sendo gerado, mas é melhor gerar um barulho diferente, que faça as pessoas prestar atenção. Nosso negócio é gerar esse boca-a-boca”.

Gustavo Fortes

Fortes explicou os dois tipos de boca-a-boca que permeiam hoje: o natural e o amplificado. “O natural é um conceito revolucionário. O Skype é um exemplo claro: lançado em agosto de 2003, nunca fez uma única propaganda e tem hoje 220 milhões de usuários ativos. E o amplificado é aquele gerado para se espalhar. Como a Daspu, por exemplo, que nasceu com uma divulgação de baixo custo e criação do nome vinculada à uma marca famosa, em plena época de SP Fashion Week”.

Vários cases da agência Espalhe foram apresentados. Entre eles o “Eu Sou da Lapa” , a excursão da geladeira mágica (muito legal, alguém viu na TV?) e o blog Ócio 2007. Todos eles com baixos orçamentos e muita mídia espontânea.

Gustavo respondeu algumas perguntas: Como achar o diferencial num mercado com potencial tão grande quanto esse? “Você tem que pensar coisas novas que façam gerar o boca-a-boca, e não repetir viralzinho que já foi visto. A mensagem precisa ter relevância e verossimilhança.” E demanda, existe? “Sim, e como! Já tem uma demanda vindo de grandes empresas. Antigamente era muito difícil vender o conceito, hoje é mais fácil.”

Pode acontecer do buzz gerado sair do controle? “Pode, mas com relacionamento você resolve. Uma ferramenta para isso são os blogs corporativos e a moderação adequada de comunidades virtuais.” E com tanto marketing viral por aí, não pode acontecer das pessoas criarem ‘vacinas’, ou anticorpos para não se deixarem levar pela mensagem viral? “Por isso é preciso ser criativo e pensar em boas ações. Se a idéia for boa, eles falam. E tem que ser autêntico. As pessoas têm que gostar da sua mensagem para participar.”

(via meu post original no Updaters)

Intercon 2007: cobertura da palestra no Twitter

26 October, 07 por anderson

Lá é uma mídia mais rápida. Depois eu coloco um post concentrado com o resumo.

http://twitter.com/andersoncosta

UPDATE: Tem também o do Getúlio, que está aqui comigo: http://twitter.com/bloggerintercon

Intercon 2007: quem vai?

23 October, 07 por anderson

Eu estarei lá, se a canoa não virar. Vou participar do primeiro debate da sexta-feira, sobre marketing de guerrilha, com o Gustavo Fortes e o Getulio.

O evento todo vai ser muito bacana. Vai acontecer lá a primeira ação do Camiseteria fora da internet. Ainda não se sabe como será, mas promete. Além das palestras, vão ter painéis interativos em esquema de desconferência (tipo Barcamp), com total participação do público.

Pra quem quer arranjar um emprego na área de criação, vai ter o “Se vira nos 3′”. Quem quiser participar vai ter a oportunidade de apresentar seu portfolio para 4 grandes diretores de criação convidados. Os bambas: Michel Lent (10 Minutos), Suzana Apelbaum (Hello Interactive), Max Chanan (McCann Erickson) e Raphael Vasconcellos (Agência Click).

Não é um evento tão caro (215 pilas) pelo conteúdo que oferece, em dois dias. Vale a pena. Mas se você não tiver grana e quiser um convite, participe do sorteio do Cris Dias até amanhã!

Domingão do setor G

22 October, 07 por anderson

Acabou a temporada de F-1, graças a dios. Uma temporada manchada dessas tem mais é que ir pro arquivo logo.

Eu estava lá com a patroa em Interlagos no sábado e domingo. A primeira vez a gente nunca esquece. Até ensaiamos uma cobertura via Twitter.

Como é louco o mundo dos torcedores de corrida. Não difere tanto dos torcedores de futebol, sabe? Só muda a classe social, porque o comportamento e as atitudes são as mesmas. Pro bem ou pro mal.

Bom, comecemos com a odisséia de sábado. Ficamos no setor G. A idéia era chegar cedo para pegar bons lugares na reta oposta, nos 50 metros. Não conseguimos mesmo chegando às 6h, então ficamos nos 100m, o que já tava de bom tamanho. O setor dos 50m é quase exclusivo da torcida Pisa Fundo, tradicionalíssima, que chega muuuuito cedo (trailers armados na fila desde a madrugada, só pra ter uma idéia). Ela é só uma das torcidas que se organizam de todos os cantos do país para o GP.

Aí o sol chegou, e com os dois pés no peito. Ou melhor, na cabeça. Quase 35 graus até as 14h, horário do treino classificatório. Foi difícil aguentar. E pra piorar a situação, os quiosques de bebidas (refri e cerveja a 5 pilas!) estavam entupidos de gente. Tive que brigar pra conseguir 3 garrafas de água. E só tinha Schin! Stress na medida do calor.

A vista é realmente privilegiada. Não tem telão, mas nem precisa. Dá pra ver quase todo o circuito. Nas arquibancadas é transmitida a programação da Rádio Bandeirantes. Nunca tinha ouvido a F-1 pelo rádio, mas gostei bastante. Mas tem que levar um radinho, porque depois que os carros saem pra pista, o barulho abafa qualquer som. É ensurdecedor. Protetores de ouvido são realmente necessários.

No domingo, resolvemos chegar mais tarde porque a Babi passou mal na volta. Aí descansamos melhor antes de ir. Então não pegamos lugares bons, acabamos ficando na grade mesmo. E enfrentando a fúria da arquibancada, que não queria de gente nenhum gente na grade atrapalhando a vista deles. Depois de muitas garrafadas na testa, achamos uma grade mais ‘pacífica’ e lá ficamos.

E a corrida foi boa. Raikkonen, a zebra de gelo, ganhou o GP e o campeonato. Foi melhor assim. Pelo menos não caiu nas mãos da McLaren, que roubou feio o campeonato este ano. Confesso que senti falta da narração do Galvão Bueno, a corrida fica menos divertida sem os excessos dele…

Pra voltar pegamos o trem. A nova estação Autódromo é bacana, acho que a única que eu conheço da CPTM que fala inglês… no domingo estava beeeem mais cheia, mas nada que atrapalhasse. Com a Ponte Orca funcionando no findi, em pouco tempo estávamos em casa. Engraçado foi os gringos admirando o Rio Pinheiros: ‘what a smell…’

Resumindo: adorei, muito legal ver de perto a corrida, mas setor G é uma foto à parte no glamour que a F-1 divulga. Aquilo lá eu duvido que chegue aos relatórios de qualidade. Fã sofre: é muito caro (350 reais o ingresso mais barato, setor G) pra tanto sacrifício, lá dentro tudo também é caro, e as pessoas se comportam como .

Se você tem amigo influente e conseguir uma vaga nos camarotes ou setores menos tumultuados, agradeça ao papai do céu. Porque setor G é só para os fortes de coração. E de alma. E de corpo. E de paciência. E de tudo mais.

Mais tarde, no Velocidade, o comentário da corrida.

Em tempo: vi fotos e artigo sobre o Barcamp Rio, e achei bacana. Pena não estar lá.

Semana de Fórmula 1

17 October, 07 por anderson

De segunda a domingo, São Paulo vai respirar Fórmula 1. Por isso ando ausente do meu blog. Estou dando uma força pra patroa lá no Velocidade, onde postamos várias coisinhas legais pra quem vai acompanhar a corrida, ao vivo ou pela TV.

E nós vamos ver ao vivo. Setor G, junto com a galera todinha. Só não vamos na sexta, porque alguém tem que trabalhar nesse país. Confesso, passei a gostar mais de automobilismo por conta da Babi. Ela me mostrou esse universo e eu abracei a causa não só por ser namorado dela, mas também porque é um tema que me agradou.

A comunidade de fãs de F-1 no Brasil é uma coisa interessante.  Quando passei a frequentá-la, pensei que ainda havia o ranço da morte do Senna e poucas informações a serem distribuídas. Muito pelo contrário. Os fãs são extremamente organizados em comunidades no Orkut, blogs, fóruns… e sabem muito do que acontece dentro e fora das pistas. Não são torcedores ocasionais, alguns são até muito técnicos, justificando quem vai vencer na próxima corrida através de dados. Povinho esperto.

Semana que vem, as fotos da arquibancada e nosso relato de dois dias em Interlagos.

Tomara que não chova.

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