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Algumas constatações sobre o futuro do jornalismo

31 October, 07 por anderson
  • Uns dias atrás eu vi um artigo do Michael Wolff onde ele relata a dificuldade que tem em lidar com tecnólogos. E levanta a bola de qual a força real que vai medir a relevância das notícias para o grande público: os critérios jornalísticos ou os algoritmos de um sistema de publicação?
  • Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, está pensando num modelo que redefina o jornalismo para o século 21. E parte de vários raciocínios, incluindo este: baseado nos novos anseios dos leitores e requisitos tecnológicos, subverter a pirâmide invertida do jornalismo atual e convertê-la em um… diamante. Fiz uma livre tradução, conforme abaixo:

O diagrama de Paul Bradshaw

  • Como bem abordou o Alexandre Fugita, a própria cobertura do InterCon 2007 mostrou como o jornalismo caminha para o mundo mobile. O Twitter foi o destaque principal, centralizando os updates e obrigando os bloggers a se virar nos 30 com os smartphones, notebooks e celulares. Haja conta de celular no fim do mês… mas no final dá muito certo.
  • Ainda sobre mundo mobile, a agência de notícias Reuters já tem seu braço de jornalismo móvel, e com direito a kit especial para o jornalista, incluindo um Nokia N95, carregador de baterias e teclado bluetooth.
  • Partindo pra modelo de negócio, a Paste Magazine vai testar um novo modelo de assinatura, no estilo “quer pagar quanto?” adotado pelo Radiohead na venda de seu novo álbum pela internet. Só não pode ser menos de 1 dólar.
  • A cobertura dos incêndios fora de controle na Califórnia (EUA) já está completamente online. No blog do Mark Glaser estão alguns links interessantes de Twitters, Flickrs, blogs, vídeos e até mash-ups com Google Maps para mostrar as áreas atingidas. Tudo muito rápido.

O que eu acho disso tudo?

Não tenho uma opinião formada ainda, estou como vocês: observando o horizonte.

    Redes sociais são feitas por pessoas

    25 October, 07 por anderson

    Se você, como eu, é proprietário de um celular Motorola V3i, sabe que são poucas as opções que o aparelho dá para sincronização de agenda, contatos e outras opções. Antes de sofrer calado, saiba que a internet pode ser uma grande aliada nessas horas. No Orkut, por exemplo, existe uma comunidade criada por donos do V3i que é um mega tutorial de como achar as coisas que você precisa: jogos, softwares alternativos, papéis de parede, temas, dicas para hackear e desbloquear o aparelho…

    Mas o foco dessa conversa não é o celular, e sim a comunidade. Me espantou a organização da coisa, que é moderada todos os dias, organiza os tópicos por interesse mais corriqueiro (como um índice) e impede que pessoas criem tópicos repetidos, direcionando-as para a questão que já foi respondida. Dá um trabalho danado moderar uma comunidade deste tamanho, ainda mais com as ferramentas à disposição: o Orkut permite criar apenas a página da comunidade, com descrição, fórum e comunidades relacionadas. Mais nada.

    Isso não é impedimento para criar uma comunidade virtual. Nos famosos fóruns e na antiga IRC, comunidades inteiras se articulavam em ferramentas que só suportavam texto puro. O que nos leva a crer que a experiência que se tem com redes sociais hoje é muito mais rica do que há alguns anos atrás. Vide o Facebook e o Multiply, por exemplo. Mas porque essas redes perderam do Orkut no Brasil, mesmo com todas as deficiências da ferramenta do Google?

    Parece óbvio o que eu vou falar, mas nem tanto: redes sociais são feitas por pessoas. Não importa a ferramenta que você use, e sim a comunidade que se junta ao redor dela.

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    E o cordão da twittosfera cada dia aumenta mais

    23 August, 07 por anderson

    É engraçado acompanhar a panelinha brasileira que o Twitter está formando. Mas é uma graça legal. No começo, a blogosfera também era assim. Agora, a coisa está crescendo mais rápido, as pessoas estão mais acostumadas a se relacionar com rapidez no mundo virtual. Cris Dias que o diga: ele postou um ranking da Twittosfera brasileira (termo novo, e o primeiro de muitos com T e W).

    Agora, com o recurso twitteriano de ’seguir’ os updates de um amigo, fica mais rápido e fácil criar uma rede de contatos. Criei um Twitter para o Som no Blog e ele já tem umas 10 pessoas me ’seguindo’. Se é que elas seguem mesmo…

    Mas acho que isso é um pré-hype pra se desvendar o que o Twitter pode fazer por nós. Afinal, é mais uma ferramenta de publicação instantânea. Muitos jornais e revistas americanos já criaram um Twitter para dar manchetes e acompanhar notícias em tempo real, como o New York Times e a Wired.

    E o blog Twitter Facts conta sobre usos criativos da ferramenta, como um cara que criou uma rede de dicas de turismo (onde as pessoas criam twitters para contar sobre suas viagens).

    Ainda tem muita água pra rolar. Vamos ’seguir’ o Twiiter enquanto isso.

    O nicho faz a rede funcionar

    26 July, 07 por anderson

    Tava pensando cá com meus botões e teclados como os nichos de comunidades online são legais para se trabalhar. Discutia isso com minha namorada ontem. Ela é websurfer numa agência de comunicação e se encarrega de divulgar iniciativas de seus clientes em redes sociais de relevância.

    E navegando por essas redes (comunidades do Orkut, blogs, fóruns, etc) ela percebe como as pessoas se unem de maneira eficiente por um bem comum. Em uma comunidade de viagens, por exemplo, você acha dicas, os melhores lugares para ficar, impressões de quem já foi… um ajuda o outro de maneira bem rápida. Bem diferente de comunidades sem motivo, como “eu adoro acordar cedo”…

    Isso é puro Long Tail (cauda longa). Como o caso da organização dos fãs brasileiros para traduzir o sétimo livro do Harry Potter antes da chegada por aqui da edição brasileira, no fim do ano. Lógico, não é uma pirataria desenfreada, não acontece com os livros o que acontece com os CDs, por exemplo. É um caso específico de pessoas que não querem esperar 6 meses para ler o livro. E se organizaram para tal. É o nicho organizado que se organiza como rede social e une as pessoas em torno de interesses semelhantes.

    Essas coisas me dão o tesão necessário pra continuar apostando nas redes sociais.

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