Twittadas de hoje
15 December, 07 por anderson- 17:57 perdi a aula do CFC de hoje… #
Estes updates são do meu Twitter. Uma cortesia automática de LoudTwitter
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Neste fim-de-semana participei do InterCon 2007. O evento é um panorama sobre as principais tendências do mercado de internet e marketing digital. E levou pra lá muitas cabeças pensantes da web brasileira.
Participei cobrindo a primeira palestra sobre Guerrilha e Viral nos tempos de Internet, com Gustavo Fortes, da agência Espalhe. Junto comigo estava outro blogueiro, o Getulio Marques, do Vale9conto.
Para quem não sabe, marketing de guerrilha é uma categoria do marketing que trabalha com outras mídias que não sejam as habituais. Na maioria das vezes tem um baixo orçamento à disposição e se espalha rapidamente com a viralização, o boca-a-boca e divulgação em redes sociais.
Gustavo começou falando de como o crowdsourcing e outsourcing revolucionaram o conteúdo criado pelo usuário. E apontou falhas no mercado publicitário em tardar a entender esse fenômeno. “O discurso da propaganda está falho. A propaganda diz que (o produto anunciado) é melhor, mas qual a referência? Esse discurso não funciona mais com a existência da internet”, declarou.
Gustavo também explicou melhor o conceito de marketing de guerrilha: “Eu acredito no conceito de guerrilha bélica: pequenos grupos com poucas armas mas um profundo conhecimento do campo de batalha. Trazendo isso pro marketing, a inovação e a criatividade vem junto.” Mas gerar barulho por barulho, somente? “Tem muito barulho sendo gerado, mas é melhor gerar um barulho diferente, que faça as pessoas prestar atenção. Nosso negócio é gerar esse boca-a-boca”.
Fortes explicou os dois tipos de boca-a-boca que permeiam hoje: o natural e o amplificado. “O natural é um conceito revolucionário. O Skype é um exemplo claro: lançado em agosto de 2003, nunca fez uma única propaganda e tem hoje 220 milhões de usuários ativos. E o amplificado é aquele gerado para se espalhar. Como a Daspu, por exemplo, que nasceu com uma divulgação de baixo custo e criação do nome vinculada à uma marca famosa, em plena época de SP Fashion Week”.
Vários cases da agência Espalhe foram apresentados. Entre eles o “Eu Sou da Lapa” , a excursão da geladeira mágica (muito legal, alguém viu na TV?) e o blog Ócio 2007. Todos eles com baixos orçamentos e muita mídia espontânea.
Gustavo respondeu algumas perguntas: Como achar o diferencial num mercado com potencial tão grande quanto esse? “Você tem que pensar coisas novas que façam gerar o boca-a-boca, e não repetir viralzinho que já foi visto. A mensagem precisa ter relevância e verossimilhança.” E demanda, existe? “Sim, e como! Já tem uma demanda vindo de grandes empresas. Antigamente era muito difícil vender o conceito, hoje é mais fácil.”
Pode acontecer do buzz gerado sair do controle? “Pode, mas com relacionamento você resolve. Uma ferramenta para isso são os blogs corporativos e a moderação adequada de comunidades virtuais.” E com tanto marketing viral por aí, não pode acontecer das pessoas criarem ‘vacinas’, ou anticorpos para não se deixarem levar pela mensagem viral? “Por isso é preciso ser criativo e pensar em boas ações. Se a idéia for boa, eles falam. E tem que ser autêntico. As pessoas têm que gostar da sua mensagem para participar.”
(via meu post original no Updaters)

Carlos Cardoso, Gilberto Jr., Babi Franzin e eu no 2º dia de Blogcamp. Foto: Lucia Freitas
Dia 2, mas pra gente foi metade do dia 2… saímos mais tarde de casa por conta do GP da Turquia, no qual o Massa ganhou (análise da corrida, mais tarde, no Velocidade). Então chegamos já nos debates da tarde. Antes, um almoço com o Manoel Lemos e o pessoal do BlogBlogs. E uma relaxada conversando com a Roberta Zouain, o Edney, o Marmota, o Marcos Donizetti, o Cauã Taborda…
Esse debate foi bem acalorado. Já começou com uma idéia polêmica: Como nos organizarmos? Associação? Sindicato? Regulamentação da profissão? Rapidamente, todos deixaram a coisa de lado (mas o tópico voltaria no final do debate). A Ceila trouxe pra roda a idéia de colocar em algum lugar, para compartilhar com todos, o conhecimento implícito que cada um adquiriu até aqui como blogueiro. A maioria demorou pra entender o que ela estava dizendo, mas no fim concordamos que isso estaria em algum lugar graças ao Gilberto Jr, que ficou de montar um Wiki para nós (e aqui está). Eu não sei mexer tão bem nesse troço, mas prometo que vou fuçar. Leia mais »
É engraçado acompanhar a panelinha brasileira que o Twitter está formando. Mas é uma graça legal. No começo, a blogosfera também era assim. Agora, a coisa está crescendo mais rápido, as pessoas estão mais acostumadas a se relacionar com rapidez no mundo virtual. Cris Dias que o diga: ele postou um ranking da Twittosfera brasileira (termo novo, e o primeiro de muitos com T e W).
Agora, com o recurso twitteriano de ’seguir’ os updates de um amigo, fica mais rápido e fácil criar uma rede de contatos. Criei um Twitter para o Som no Blog e ele já tem umas 10 pessoas me ’seguindo’. Se é que elas seguem mesmo…
Mas acho que isso é um pré-hype pra se desvendar o que o Twitter pode fazer por nós. Afinal, é mais uma ferramenta de publicação instantânea. Muitos jornais e revistas americanos já criaram um Twitter para dar manchetes e acompanhar notícias em tempo real, como o New York Times e a Wired.
E o blog Twitter Facts conta sobre usos criativos da ferramenta, como um cara que criou uma rede de dicas de turismo (onde as pessoas criam twitters para contar sobre suas viagens).
Ainda tem muita água pra rolar. Vamos ’seguir’ o Twiiter enquanto isso.