Você já tentou procurar por “vergonha nacional” no Google? Veja o resultado que aparece em primeiro lugar:
É o Google indignado com a absolvição de Renan Calheiros? Nada disso. É uma técnica chamada Google Bomb. Trata-se da indução a um determinado resultado na busca do Google, através de uma série de links apontados para um mesmo local. Por exemplo, o que aconteceu nesse caso foi que blogueiros e outros webmasters colocaram em seus sites o seguinte link:
Entendeu? o link não muda, mas o texto dele sim. Aí o Google indexa essas páginas e exibe entre os primeiros resultados. A brincadeira começou no blog do Rodrigo Stulzer e do Daniel Bender. E aí se espalhou pela blogosfera.
Impressionante, não? É um grupo de interesse mudando os resultados de busca do Google. A subversão máxima do oráculo da web. E cá entre nós, veio numa boa hora, em que as instituições políticas brasileiras, em plena democracia, tem menos credibilidade do que na época da ditadura.
Uma sacada bacana do jornal Washingto Post: montar um widget com os assuntos mais comentados pelos pré-candidatos à presidência americana em 2008.
Dá pra você colocar no seu blog e ter uma idéia de quanta atenção a imprensa anda dando para determinado candidato. Ao mesmo tempo, saber também sobre que assunto um candidato fala mais. E isso em todos os jornais!
A idéia é boa. Acho que veremos muitos desse em blogs como o Instapundit ou o DaliyKos.
Meses atrás, eu zoava o Twitter. “coisa de desocupado, eu lá tô interessado em falar o que eu faço toda hora…” e hoje tenho um Twitter para o Som no Blog. Hoje, lendo um post do The Bivings Report, percebi como minha percepção de tendência mudou um bocado.
Não sei se vocês perceberam, mas o site do jornal The New York Times inaugurou um novo serviço, o MyTimes. É muito similar à serviços como o NetVibes e o PageFlakes: você customiza uma página apenas com o que te interessa dentro do NY Times: editorias, quadrinhos, colunas, e RSS de outros blogs.
Não é nada de novo. Inclusive, nem tão poderoso quanto os outros serviços. Poderia passar batido como mais do mesmo. Mas a diferença é: um jornal tradicional está fazendo isso. Está deixando seus leitores ditarem o que é mais importante, o que é manchete, o que deve estar em suas páginas principais. Fora o valor agregado que isso traz para o leitor, que ganha um serviço diferenciado. Não há concorrentes porque o serviço não existe em nenhum outro site de periódico.
“Ah, mas eu posso fazer isso com o NetVibes”… pode. Mas imagina quem nem conhece NetVibes ou coisas do gênero. É legal quando as grandes mídias começam a massificar essas novas tendências. A coisa sai do âmbito ‘rodinha de tecnologia’ e toma outros ares. Afinal, quando um jornal lança uma coisa nova e dá certo, o passo seguinte é a cópia. As Tags do Estadão que o digam (sem ressentimentos…rs): já é um recurso muito usado lá fora
E também não é uma cartada filantrópica: com este serviço, o NY Times pode descobrir com muito mais rapidez e facilidade o que seu leitor realmente busca.
Pode ser o começo do ensaio para o que os jornais realmente farão daqui a uns 20 anos.